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Governo do RJ irá montar hospital de campanha em presídio de Bangu

Decisão foi tomada após traficante ser resgatado de hospital público no centro dO Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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O governo do Estado do Rio de Janeiro irá montar um hospital de campanha no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da capital. Na sexta-feira (24), os secretários de Segurança e Saúde, José Mariano Beltrame e Luiz Antônio de Souza Teixeira Junior, irão a Bangu analisar o local em que será construída a unidade para receber os presos. Caso já determinem o local exato, a montagem deve iniciar na segunda-feira (27). A secretaria de Segurança não soube informar como será financiado o hospital de campanha.

A decisão do governo foi tomada após o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, ser resgatado do Hospital Municipal Souza Aguiar na madrugada do domingo (19). O traficante estava internado na unidade desde a última segunda-feira (13), após ser baleado no rosto ao trocar tiros com a polícia no morro Santo Amaro. Nicolas é suspeito de ser chefe do tráfico de drogas na região junto com o irmão, Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, apelidado de My Thor, preso desde 2000.


Na terça-feira (21), a Justiça do Rio determinou a transferência de 15 presos da facção de Fat Family para unidades prisionais fora do Estado do Rio de Janeiro. A transferência começou a ser realizada na manhã desta quarta-feira (22).

Fat Family se encontrava sob custódia, sendo escoltado por quatro policiais. Na saída da unidade de saúde, houve troca de tiros e um paciente foi morto. Um PM à paisana e um técnico de enfermagem ficaram feridos. No confronto, uma bomba de fabricação caseira foi atirada em direção a uma viatura, ao lado de uma ambulância, mas não fez vítimas. Ninguém da quadrilha foi ferido no confronto. Segundo informações da Polícia Civil, os agentes responsáveis por escoltar o criminoso não teriam reagido para evitar uma chacina dentro do hospital.

Beltrame afirmou que a atuação dos PMs que faziam a segurança do traficante será investigada. Ele disse que foi instaurada uma averiguação para apurar os procedimentos dos policiais no hospital. Diante da invasão dos criminosos, os PMs afirmaram que evitaram um confronto dentro do hospital e se refugiaram em outro andar da unidade de saúde. A cúpula da segurança pública tinha conhecimento do plano de resgate havia três dias após interceptar conversas telefônicas.

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