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Governo leiloará aeroportos do Galeão e de Confins nesta sexta

Espera-se que pelo menos cinco grandes consórcios apresentem ofertas pelo terminal do Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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Quem tiver a concessão do aeroporto do Galeão, terá direito a operar o terminal por 25 anos
Quem tiver a concessão do aeroporto do Galeão, terá direito a operar o terminal por 25 anos FÁBIO MOTTA/PAGOS

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) leiloará nesta sexta-feira (22), as concessões para operar e manter os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, respectivamente o segundo e o quinto de maior tráfego no país e que juntos movimentam 14% dos passageiros e 10% da carga que circulam, informou a "Agência Brasil".

Os direitos para operar por 25 anos o aeroporto Galeão do Rio e por 30 anos o aeroporto de Confins de Belo Horizonte serão outorgados ao melhor licitante em um leilão previsto para a manhã da sexta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo, divulgou a Anac. A agência não informou quantos consórcios apresentaram a documentação e as garantias exigidas para disputar o leilão.


Espera-se que pelo menos cinco grandes consórcios apresentem ofertas pelo Galeão, três dos quais também estão interessados em Confins. Entre as empresas que admitiram interesse, destaca-se a Odebrecht Transport, que se associou à operadora Changi (Cingapura), e à Invepar, aparentemente associada à operadora alemã Franport. De acordo com versões da imprensa espanhola, a operadora Ferrovial, responsável pelo aeroporto de Heathrow (Londres), se associou à construtora brasileira Queiroz Galvão para apresentar ofertas tanto pelo Galeão como por Confins. O consórcio que vencer a concessão para operar o aeroporto Galeão precisará pagar pela licença um mínimo de 4,82 bilhões de reais e se comprometer a se realizar investimentos por R$ 3,5 bilhões.

O investimento será destinado, entre outras coisas, à construção de 26 novos portões de embarque e à ampliação do pátio para as aeronaves e dos armazéns de carga. A Anac calcula que a circulação do Galeão saltará dos atuais 17,5 milhões de passageiros por ano atualmente para cerca de 60 milhões em 2038, quando termina o prazo da concessão. O vencedor do leilão pelo aeroporto de Confins terá que pagar um mínimo de R$ 1,096 bilhão pela concessão e realizar investimentos de R$ 3,6 bilhões.


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O consórcio vencedor terá que se comprometer a construir um novo terminal de passageiros com pelo menos 14 píeres e uma segunda pista. Para Confins, a Anac prevê um aumento da circulação dos atuais 10,4 milhões de passageiros por ano a 43 milhões em 2043. A folha de pedidos da licitação exige aos operadores aeroportuários uma "comprovada experiência" no manejo de terminais e que mobilizem a um mínimo de 22 milhões de passageiros por ano para o interessado no Galeão e 12 milhões para Confins. Os operadores terão que ter pelo menos 25% na participação dos consórcios. As regras também estabelecem que a Infraero terá uma participação de 49% nos consórcios vencedores.


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As duas concessões serão leiloadas simultaneamente e os consórcios poderão se candidatar a operadores de ambos os aeroportos, mas nenhum poderá ficar com os dois. Em fevereiro do ano passado o governo federal privatizou a operação dos aeroportos de São Paulo, Brasília e Campinas em um leilão vencido por empresas da África do Sul, da Argentina e da França. O aeroporto internacional de Guarulhos foi concedido a um consórcio que tem entre seus sócios a operadora sul-africana Airport Company South África (ACSA). O operador do aeroporto de Brasília conta com a participação da argentina Corporación América, e o de Campinas é um grupo que inclui a francesa EgisAvia.

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