Operação Sem Refino: PF faz busca e apreensão contra ex-governador do RJ Cláudio Castro
Policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão no estado fluminense, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal
Rio de Janeiro|Do R7 Brasília, com Reuters e Agência Brasil
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A PF (Polícia Federal) efetua, na manhã desta sexta-feira (14/8), a segunda fase da Operação Sem Refino, para investigar indícios de fraude na concessão de licenças ambientais a uma refinaria do Rio de Janeiro, sem considerar as diretrizes de órgãos competentes, e de lavagem de dinheiro.
Durante a ação desta manhã, policiais federais cumprem 16 mandados de busca e apreensão no estado, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A reportagem confirmou que o ex-governador do estado Cláudio Castro está entre os investigados. No entanto, inicialmente, a defesa dele negou essa informação.
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Uma dessas fontes afirma, inclusive, que policiais cumpriram o mandado em um imóvel supostamente ligado a Castro na região serrana do Rio de Janeiro. Contudo, o advogado Carlo Luchione afirmou que o cliente dele não ocupa mais imóveis naquela área do estado.
“Ele [Cláudio Castro] não tem casa na serra. A que ele tinha, e que está noticiada, é uma de que rescindiu o contrato de aluguel quando terminou o governo [dele no RJ], em fevereiro ou março, se não me engano. Ele está em casa, está normal. Não teve busca para ele, nada”, ressaltou o advogado.
Além de Castro, foram alvo dos mandados: Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do Rio; o advogado Antonio Carlos Santos, conhecido como “Pipo”; José Mauro Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital no Rio de Janeiro; o empresário do ramo da construção civil Luiz Fernando Gomes; além de Mauricio Castro de Jesus Leite e Ana Carolina Godinho Motta Miranda, sócios na empresa 7 Pilares Assessoria, Empreendimentos e Inovações Tecnológicas LTDA.
Os crimes sob apuração envolvem, segundo a PF:
- Gestão fraudulenta e temerária;
- Lavagem de dinheiro;
- Sonegação fiscal;
- Evasão de divisas;
- Manipulação de mercado;
- Delitos contra a ordem econômica por meio da venda de combustíveis.
A nova fase da Operação Sem Refino é um desdobramento da primeira fase, deflagrada em maio deste ano pela PF, quando passou a apurar a atuação de grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de beneficiar a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
A operação se insere no contexto da decisão do STF sobre a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635/RJ — conhecida como ADPF das Favelas — que, entre outras providências, determinou à PF a condução de investigações sobre a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no Rio de Janeiro e as conexões deles com agentes públicos.
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