Grevistas proíbem garis de trabalhar no Rio, diz sindicato
Justiça aumentou para R$ 50 mil a multa por dia de greve
Rio de Janeiro|Do R7

Garis em greve desde o fim da semana passada estariam impedindo colegas de trabalhar nesta quarta-feira (5). De acordo com o Sindicato dos Empregados em Asseio e Conservação do Município do RJ, garis que foram ao trabalham acabaram coagidos na chegada dos postos da Comlurb. O movimento grevista negou as acusações e ainda frisou que, ao todo, 7.000 dos 15.000 profissionais da limpeza urbana estão de braços cruzados.
Na terça-feira (4), a Comlurb anunciou a demissão de ao menos 300 garis que não voltaram ao trabalho no dia anterior, após acordo de reajuste salarial e condições de trabalho firmado com o sindicato.
O Tribunal de Justiça já se pronunciou sobre a greve e a considerou ilegal. Por conta disso, nesta quarta-feira, aumentou para R$ 50 mil a multa a ser paga diariamente pelo sindicato em caso de manutenção da paralisação. Embora o sindicato seja contra a greve, arca com a responsabilidade pelo fato de representar a categoria.
O acordo firmado com a prefeitura prevê que, a partir de abril, um gari em início de carreira terá como piso salarial R$ 874,79 mais 40% de adicional de insalubridade, totalizando um vencimento de R$ 1.224,70. Além do aumento salarial, o acordo garantiu mais 1,68% dentro do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com progressão horizontal.
Outras mudanças foram anunciadas: os garis passarão a ter bônus de 100% na hora extra nos domingos e feriados, mantendo o direito à folga; plano odontológico; ampliação do prêmio do seguro de vida — de R$ 6 mil para R$ 10 mil; aumento do vale-alimentação de R$ 12 para R$ 16; auxílio-creche para ambos os sexos e um acordo de resultados possibilitando um 14º e 15º salário.















