Logo R7.com
RecordPlus

Grupos de maracatu lançam manifesto para homenagear dançarino assassinado na baixada

Manifesto é contra a homofobia, intolerância religiosa, racismo e todas as formas de opressão

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Adriano era integrante do Tambores de Olokun
Adriano era integrante do Tambores de Olokun

Os grupos de maracatu do Brasil escreveram um manifesto contra a homofobia para homenagear o dançarino Adriano Cor, do grupo de maracatu Tambores de Olokun, que foi encontrado morto em um rio da Baixada Fluminense, na segunda-feira (6). Segundo os organizadores, o manifesto é contra a homofobia, intolerância religiosa, racismo, genocídio da juventude, machismo e todas as formas de opressão.

Em um trecho do manifesto, os grupos declararam querer o fim do ódio às minorias e respeito à liberdade de expressão cultural sem discriminação:


“Queremos não correr perigo a cada esquina porque somos diferentes. Queremos ser felizes.”

O Tambores de Olokun lamentou a perda da sua Baiana Rica. Os grupos declararam que vão transformar a dor em luta e mobilização:


“Nossa dor se transforma em luta. Nossa Cor se transforma em arco-íris. Nossa indignação se transforma em mobilização. E iremos até onde for necessário para que outros Adrianos, outras Kailanes, outros Cleydisons, outras Cláudias, outros Amarildos, outras Elizângelas, possam ter o direito à liberdade. Possam mostrar como são lindas todas as CORes da diversidade.”

Veja o manifesto na íntegra.


Relembre o caso

O corpo de Adriano da Silva Pereira, de 32 anos, conhecido como Adriano Cor, foi encontrado na segunda-feira (6) em um rio de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O rapaz estava desaparecido desde domingo passado (5), quando saiu de casa no bairro Santa Maria, em Belford Roxo. O corpo tinha sinais de violência.


Adriano era dançarino e ator, integrante do grupo de maracatu Tambores de Olokun e trabalhava no Brechó da Dona Pavão. A vítima, sepultada nesta quarta (8) no Jardim da Saudade, em Mesquita.

Nas redes sociais, amigos lamentam a morte. Elogiado pela alegria e carisma, alguns afirmam não ter outro motivo para terem assassinado Adriano se não a homofobia.

Ainda de acordo com amigos, que renderam homenagens a Adriano no enterro, ele não tinha inimigos e era bastante ativo em projetos artísticos tanto na baixada como na capital. Um cortejo de maracatu acompanhou o sepultamento.

Na página do Tambores de Olokun, a seguinte mensagem foi publicada: "É com imenso pesar que o Tambores de Olokun comunica a perda do nosso amado irmão Adriano Cor, nossa Baiana Rica, que nos honrou e representou de maneira tão linda. O Olokun ficava mais iluminado em sua presença. Adriano, você sempre estará entre nós com sua saia rodada e seu sorriso infinito, transbordando amor e carinho! É assim que nos lembraremos de você! Que sua passagem seja repleta de paz e luz e que Olokun te acompanhe até o Orum!"

Polícia Civil começou uma busca por câmeras de segurança que possam auxiliar nas investigações. O delegado-assistente da unidade, Paulo André, afirmou que nenhuma hipótese para a morte do rapaz está descartada, inclusive a possibilidade de se tratar de um crime motivado por homofobia.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.