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Guardas municipais que reprimiram bloco no centro são afastados e chefe de equipe exonerado

Jornalista relatou agressão na internet: "Não quero imaginar quando eles baterem pra valer"

Rio de Janeiro|Do R7

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Bernado Tabak ficou ferido após ser agredido por guardas
Bernado Tabak ficou ferido após ser agredido por guardas

A Guarda Municipal afastou 15 agentes envolvidos em uma agressão a integrantes de bloco na Praça Mauá, na madrugada de sábado (13). Segundo a corporação, foi aberta uma sindicância para investigar a denúncia de “excesso” por parte dos guardas. O responsável pela equipe foi exonerado do cargo.

Os agentes investigados vão permanecer afastados das atividades nas ruas e passarão a desempenhar funções administrativas até o final da sindicância.


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Foliões que estavam em um bloco não oficial denunciaram nas redes sociais os ataques e repressão da Guarda Municipal. Um dos foliões disse que agentes da Guarda Muncipal “espancaram mulheres e indefesos” e alegaram “desacato e destruição do patrimônio público”. Integrantes do bloco negaram ter havido depredação.


O jovem também diz ter identificado um dos agentes como C. Souza, que teria agredido ele e uma amiga. Os guardas e os foliões agredidos foram para a delegacia da Lapa (5ª DP).

Segundo o jornalista Bernardo Tabak, que também se feriu na ação enquanto filmava, os foliões não estavam depredando as áreas públicas. “Não presenciei o começo do tumulto. Estava no meio da praça. Mas vi de longe uns guardas batendo em gente gratuitamente, indiscriminadamente, que tentavam simplesmente se desvencilhar da confusão. Afirmo: não vi qualquer depredação durante todo o desfile, não vi pichações e não vi ninguém lançando garrafas contra a Guarda (nem em nenhum dos vários vídeos que já assisti até agora).” Outros foliões também teriam sido agredidos e também relataram as agressões nas redes sociais.


O jornalista conta que no boletim de ocorrência feito pelos guardas, eles afirmaram que o prenderam usando “força moderada”. “Olhando meus hematomas, não quero imaginar quando eles baterem pra valer. Sabendo que uma colega jornalista sofreu luxação no braço, que vai ficar engessado por duas semanas, e que um rapaz, produtor audiovisual, teve que passar por cirurgia, com fratura exposta no cotovelo, quero estar bem longe do Rio quando a Guarda Municipal enfiar a porrada de verdade.”

Em nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência está em andamento e que o delegado Alexandre Guedes está ouvindo os agentes da guarda e os integrantes do bloco. Já a Guarda Municipal informou que está apurando o caso.


No mês passado, guardas dispersaram um bloco com bombas e balas de borracha após foliões reagirem à repressão dos guardas a um vendedor ambulante. Na ocasião, o trombonista Ernesto De Santis foi socorrido no hospital da Unimed em Copacabana, zona sul. Ele levou pontos na cabeça e passa bem.

A Guarda Municipal afirmou, por meio de nota, que agentes acompanhavam o bloco e reagiram após serem atacados. "Ao fazer retenções de ambulantes não autorizados que comercializavam produtos irregulares no local, os agentes da Guarda Municipal foram atacados com garrafas atiradas pelos manifestantes. Somente a partir daí, os guardas dispersaram o grupo que os agrediu", disse a GM-Rio.

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