Justiça decreta prisão preventiva de torcedora argentina acusada de injúria racial no Maracanã
Outras 17 pessoas foram encaminhadas ao posto do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos no estádio, por diversos crimes
Rio de Janeiro|Thalyta Neme*, do R7

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva da torcedora argentina acusada de injúria racial durante a partida do Brasil com a Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mudo, no Maracanã, nesta terça-feira (21).
Segundo uma testemunha, a mulher disse “Escuta aqui, pedaço de macaca, é a minha vez!” a uma funcionária do estádio durante uma confusão entre as torcidas.
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De acordo com o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), fica demonstrada a prática de injúria racial quando houver ofensa à dignidade e ao decoro, em razão da cor, raça e/ou etnia.
“Trata-se de crime grave e recorrentemente praticado a despeito da profunda indignação por parte da sociedade e dos vários alertas emitidos por este Juizado através do sistema audiovisual deste estádio, inclusive em diversos idiomas. Indefiro o pedido de liberdade provisória, convertendo a prisão em flagrante em preventiva”, destacou a juíza em sua decisão.
Além da mulher, 17 pessoas foram encaminhadas ao posto do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos no estádio do Maracanã, por provocarem tumulto, desacato, resistência e furto, entre outros crimes.
Segundo a Polícia Militar, uma confusão foi iniciada no estádio quando o hino da Argentina começou, e a torcida brasileira vaiou. Por determinação da organização da partida, as duas torcidas estavam misturadas nas arquibancadas do Setor Sul.
Durante a briga, alguns torcedores arrancaram e arremessaram os assentos na torcida rival. A partida chegou a ser paralisada por alguns minutos, mas foi retomada e terminou com a vitória da Argentina.















