Justiça do Rio decreta prisão preventiva de 6 PMs suspeitos de homicídio na UPP do Fogueteiro
CPP instaurou inquérito para apurar morte de homem em tiroteio no domingo (27)
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

O promotor de Justiça Marcos Kac, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, pediu a prisão preventiva dos seis policiais militares suspeitos de matar um homem no último sábado (26), no Morro do Fogueteiro, na zona norte da cidade. Eles são suspeitos do homicídio de Vitor Luiz Rodrigues. Após o pedido, o Tribunal de Justiça do Rio decretou a preventiva dos policiais e negou pedido de relaxamento da prisão aos suspeitos.
Para o juiz Leonardo de Castro Gomes, do plantão judicial, a soltura dos PMs poderia atrapalhar as investigações. "A instrução criminal encontra-se em seu limiar e a soltura dos indiciados, nesta fase da instrução probatória, comprometerá a garantia da ordem pública e da livre instrução criminal. Com efeito, a libertação do indiciado, no presente momento, ocasionaria sério inconveniente à instrução criminal, pois tal fato intimidaria as testemunhas do fato, a não prestarem seus respectivos depoimentos em juízo de forma isenta, o que traria consequências desastrosas à busca da verdade real", diz o juiz, na decisão.
A CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) diz que houve um tiroteio entre policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Morro do Fogueteiro e criminosos. Vitor, segundo a Polícia Militar, morreu no confronto.
Entretanto, segundo o promotor Marcos Kac, uma testemunha relatou ter visto Rodrigues — que não tem passagem pela polícia — ser alvejado na perna e depois na cabeça. A perícia pode comprovar ou não essa versão. Um segundo morador foi encontrado morto dentro de casa — a hipótese de bala perdida é investigada.
O promotor ainda informou que, no documento de comunicação flagrante, os PMs teriam sido vistos com luvas cirúrgicas removendo cápsulas do local do crime.
Os PMs da UPP foram à delegacia da Lapa (5ª DP) para registrar a morte de Vitor como um auto de resistência — quando o policial mata em legítima defesa — no próprio sábado e levaram uma pistola calibre .40 como sendo da vítima.
No entanto, com base em depoimentos de testemunhas e em perícias no local, a Polícia Civil suspeitou da versão dos policiais militares e prendeu os seis em flagrante. A Polícia Civil considerou ainda que os suspeitos alteraram a cena do crime, retirando o corpo de Vitor do local do homicídio.
Além de Vitor, morreu no tiroteio Rafael de Souza Azerbinato. Diante da prisão dos policiais, a CPP abriu um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias das duas mortes.
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