Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Julgamento sobre governador-tampão para o RJ segue travado e sem previsão no STF

Indefinição se arrasta desde abril, quando o ministro Flávio Dino pediu vista; recesso pode postergar ainda mais a sentença

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF ainda não tem previsão para retomar o julgamento sobre a escolha do governador-tampão do Rio de Janeiro até 2026.
  • O julgamento está paralisado desde abril, após o ministro Flávio Dino pedir vista para examinar melhor o caso.
  • O TSE rejeitou os recursos do ex-governador Cláudio Castro, mantendo sua inelegibilidade até 2030.
  • O cargo de governador do RJ está interinamente ocupado por Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do estado, devido a renúncias e vacâncias nos cargos de sucessão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dino tem até julho para devolver caso para julgamento Rosinei Coutinho/STF - 23.10.2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda não tem previsão para retomar o julgamento que definirá como será escolhido o governador-tampão do Rio de Janeiro até o fim de 2026.

A análise está paralisada desde abril, quando o ministro Flávio Dino pediu vista (mais tempo para examinar o caso). A Corte precisa decidir se o mandato-tampão será definido diretamente pela população ou escolhido de forma indireta pelos deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).


A pressão por uma definição aumentou após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar por unanimidade, na última terça-feira (2), os recursos apresentados pelo ex-governador Cláudio Castro contra sua condenação por abuso de poder político e econômico. Com a decisão, ele permanece inelegível até 2030.

Leia Mais

Ao suspender a análise no STF, Dino afirmou que aguardaria a publicação do acórdão do julgamento do TSE para fundamentar seu voto. O documento foi divulgado no fim de abril, mas o ministro ainda não indicou quando devolverá o processo ao plenário.


Pelas regras da Corte, pedidos de vista devem ser devolvidos em até 90 dias. Como Dino solicitou mais prazo no início de abril, o limite se encerra em julho. Na prática, porém, o cronograma coincide com o recesso do Judiciário, que começa em julho e se estende até agosto, o que pode adiar ainda mais a retomada do julgamento.

Situação política no Rio de Janeiro

Em ocasião inédita, o cargo de governador do Rio de Janeiro está interinamente ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto.


Sem Castro, que deixou o posto na véspera de ser julgado pelo TSE, o poder deveria ter passado diretamente para o vice Thiago Pampolha (MDB-RJ), mas ele renunciou para assumir um cargo no Tribunal de Contas no ano passado.

Em seguida, a sucessão indicaria o presidente da Alerj, cargo que estava vago à época da renúncia de Castro. Ex-presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ) está preso por suspeita de integrar organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.


A Alerj voltou a ter um presidente em meados de abril, quando Douglas Ruas (PL-RJ) foi eleito. Depois, o Legislativo fluminense acionou o STF para pedir que Ruas assumisse a função de governador, mas a solicitação foi negada.

Como está o julgamento no STF?

Antes da interrupção do julgamento pelo pedido de vista de Dino, o placar no plenário do STF estava em 4 a 1 a favor da realização de eleições indiretas.

Cristiano Zanin foi o único a se colocar a favor do voto popular, enquanto Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia defenderam que os deputados estaduais escolham o governador-tampão.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.