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Justiça Militar ouve testemunhas de defesa de PMs suspeitos de forjar flagrante em protesto

Na ocasião, eles teriam algemaram um menor alegando que ele carregava um rojão

Rio de Janeiro|Do R7

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A PM chegou a negar que tenha havido apreensão forjada
A PM chegou a negar que tenha havido apreensão forjada

A Justiça Militar ouve, nesta quinta-feira (28), as testemunhas de defesa dos policiais suspeitos de forjar provas para apreender um menor durante as manifestações dos professores em frente à Câmara de Vereadores em 2013, na Cinelândia, centro do Rio.

Na ocasião, um vídeo mostrou um policial jogando um explosivo no chão e depois pegando o artefato como se tivesse achado dento da mochila do adolescente. O rapaz foi algemado e levado para uma delegacia da região, enquanto pessoas ao redor tentavam alegar aos gritos que o jovem era inocente. A PM chegou a negar apreensão forjada.


Segundo a PM, o “menor exposto no vídeo sendo detido pela PM não teve imputada a ele nenhuma posse de morteiro ou similar. Não houve flagrante. Ele foi conduzido para a delegacia onde foi feito apenas um registro de Conduta Atípica, sem atribuir a ele posse de nenhum material”.

Mas no vídeo, o menor não aparece realizando nenhuma “conduta atípica”, como alega a polícia. Ele caminhava com um grupo pela Cinelândia quando foi escolhido para passar por uma revista. Um PM se aproximou, segurou o jovem pela camisa e o algemou.

Ainda de acordo com a nota da PM, “minutos antes de sua detenção, o menor foi visto em correria junto com outros manifestantes mascarados. A autoridade policial o deteve apenas para averiguação. Ele foi liberado na delegacia na presença de uma responsável”.

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