Lutador baleado na Maré fica cego de um olho: “Eu sonhava em poder lutar"
Jovem foi atingido durante um confronto no Complexo da Maré
Rio de Janeiro|Do R7

O estudante de 17 anos que perdeu a visão do olho direito ao ser atendido por estilhaços durante um confronto entre militares do Exército e bandidos no Complexo da Maré no sábado (6), zona norte do Rio, lamenta não ter a chance de realizar um de seus sonhos: se tornar um lutador profissional. Segundo a família de Robert, ele estava perto de casa quando foi atingido.
A família dele também contou que o rapaz foi socorrido pelos próprios parentes, pois o socorro demorou. O Exército contesta a versão. A delegacia de Bonsucesso (21ª DP) investiga o caso.
Um vídeo gravado após o adolescente ter sido ferido, feito pelo próprio jovem, mostra a revolta dos moradores com a ação do Exército. Segundo os moradores, o Exército não prestou assistência.
Em entrevista ao programa Balanço Geral RJ, o jovem contou que, no momento em que foi atingido, não estava acontecendo troca de tiros na comunidade. Robert disse que o socorro levou cerca de 30 minutos para chegar, a população se revoltou e o Exército reagiu com gás de pimenta.
Robert, que treina boxe em um projeto social na Maré, também contou que não poderá mais realizar o sonho de competir e que não pretende mais tentar entrar para Aeronáutica.
— Pretendo continuar no boxe, mas não vou poder fazer o que eu mais queria que era lutar. Eu queria ser militar da Aeronáutica para dar exemplo de superação para família e de ter um emprego digno.
Assista ao vídeo:















