Mais de 4.000 alunos ficam sem aulas em dia de tiroteios na Maré
Crianças foram obrigadas a se deitar no chão para se refugiar durante troca de tiros
Rio de Janeiro|Do R7

A Secretaria Municipal de Educação informou que, de acordo com a 4ª Coordenadoria Regional de Educação, nesta segunda-feira (3), nove escolas, um Espaço de Desenvolvimento Infantil e três creches tiveram as aulas suspensas em razão de tiroteios no Complexo da Maré. Segundo a secretaria, 4.010 alunos foram afetados. A pasta informa que o conteúdo será reposto.
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Na página Maré Vive, do Facebook, um morador enviou foto das escolas Bartolomeu Campos de Queirós e Vicente Mariano em que alunos se refugiam em corredores durante troca de tiros (foto acima à direita).
Na Vila Olímpica, também no Complexo da Maré, alunos de uma escola se deitaram no chão para se proteger dos disparos durante troca de tiros entre facções criminosas (foto acima à esquerda). Um jovem teria sido ferido na frente da unidade e socorrido por moradores para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da comunidade. Uma professora contou ao R7 que auxiliou no socorro.
— Nós o levamos em uma kombi para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Não tinha nenhum militar para ajudar. Não sabemos se ele era envolvido com o crime, mas isso é o que menos importa nesse momento.
A escola faz parte de um projeto social e atende alunos de seis a 15 anos com dificuldade de aprendizado. As aulas interrompidas pela manhã e no período da tarde permaneceriam suspensas, segundo informou a direção da ONG.
A professora afirmou que os alunos ficaram muito assustados. Segundo ela, a única solução para tentar protegê-los foi pedir para que todos se deitassem no chão. Ela questiona a atuação da Força de Pacificação.
— Onde estavam os milhares de militares que ocupam a Maré que não impediram o tiroteio?















