Maricá: após água abaixar, mutirão faz limpeza em condomínio que ficou alagado
Segundo prefeitura, ainda não há previsão de retorno para os moradores
Rio de Janeiro|Do R7

Um mutirão começa a trabalhar na limpeza do conjunto habitacional Carlos Marighella, em Maricá, região metropolitana do Rio, após as chuvas que atingiram o município na última segunda-feira (29) e deixou o condomínio embaixo d’água. Segundo a prefeitura, equipes das secretarias de Saúde e Assistência Social estão dando apoio e atendimento aos moradores.
O nível da água começou a abaixar na quinta-feira (3), mas nesta sexta-feira (4), a água já havia escoado das principais ruas do residencial, mas ainda era possível encontrar pontos de alagamento. Ontem, a prefeitura disse que ia desobstruir um canal que fica atrás do conjunto para ajudar a escoar o alagamento.
De acordo com a prefeitura, mais de 3.000 pessoas foram afetadas pela chuva no município. Ao todo, foram 360 desalojados e desabrigados na cidade. Na região de Itaipuaçu, moradores foram resgatados com barcos na porta de casa. Com água na altura do peito, alguns relataram terem perdido todos os pertences. Não houve novos registros de chuvas na região.
A previsão era que a água das chuvas que atingiu o condomínio começasse a recuar no fim da tarde de ontem, depois que a Prefeitura da cidade concluísse a construção de um canal ligando a lagoa da cidade ao mar. Porém, como a maré estava alta, a prefeitura decidiu fechar o canal para que o nível da água não subisse. Segundo a prefeitura, o canal deve ser reaberto assim que a maré abaixar.
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, afirmou que só houve desalojados no município porque o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) não autorizava a construção do canal. Além de criticar o instituto, Quaquá xingou o governador Pezão. Segundo o Inea, a construção do canal não foi liberada anteriormente porque “não havia necessidade”. Mas a construção seria liberada se a Lagoa atingisse o nível de 60 mm.
No município, a intensidade da chuva chegou a 170 mm em 24h. Em Saquarema, na Região dos Lagos, choveu em 20 minutos 174 milímetros, volume esperado para dois meses. No município, um homem identificado como Fernando, de 61 anos, morreu após ser imprensado por um carro, que foi arrastado pela enchente. Até o início da tarde desta quarta, 200 moradores estavam desalojados.
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