Militar da Marinha que perdeu bebê ao ser baleada apresenta melhora, afirma família
A sargento Juliana da Silva Oliveira foi atingida na região pélvica durante uma abordagem de criminosos na Baixada Fluminense
Rio de Janeiro|Do R7

Internada há quase duas semanas, a sargento da Marinha Juliana da Silva Oliveira, de 37 anos, apresentou melhora no quadro de saúde e, segundo a família, deve receber alta na próxima semana.
A militar estava grávida de quatro meses quando foi baleada durante uma abordagem de criminosos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, no último dia 10.
Juliana foi socorrida em estado gravíssimo e passou por cirurgia para conter o ferimento. Dois dias depois, o bebê que a vítima esperava não resistiu e morreu no útero.
Após ser estabilizada, a sargento foi encaminhada para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio de Janeiro, onde permanece internada.
Na última quinta-feira (21), a militar foi levada para enfermaria da unidade. De acordo com parentes, a expectativa da equipe médica é que a paciente tenha alta hospitalar na segunda (25) ou terça (26).
Abordagem sem anunciar assalto
Juliana passava de carro por Vilar dos Teles quando uma dupla de moto se aproximou. Ela estava no banco do carona do automóvel conduzido pelo marido. Ao perceber a movimentação suspeita, o motorista acelerou o veículo.
Sem anunciar um assalto ou fazer algum gesto, a dupla efetuou um disparo na direção do casal. O tiro atingiu a perna esquerda e a região pélvica da militar.
Ela foi levada pelo marido para o Hospital da Mulher em Mesquita, também na Baixada Fluminense.
Em seguida, Juliana foi transferida para o Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, onde lutou pela vida.
Caso é investigado como tentativa de homicídio
A 64ª DP (São João de Meriti) apura a autoria e as circunstâncias do crime.
Em entrevista à RECORD, o delegado Túlio Pelosi disse investigar o caso como tentativa de homicídio em razão das características da abordagem.
A polícia chegou a fazer uma operação policial na região onde ocorreu o crime. Porém, nenhum suspeito de envolvimento no caso foi identificado.
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