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MP denuncia quadrilha que praticava "falso sequestro" dentro de presídio em Bangu

Denúncia surgiu após duas vítimas perceberem o golpe

Rio de Janeiro|Do R7

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O Ministério Público denunciou 11 integrantes de uma quadrilha que praticava o falso sequestro. Quatro dos denunciados cumprem pena na Penitenciária Lemos Brito, o Bangu 6, na zona oeste, e, de acordo com o MP, nas celas deles foram encontrados comprovantes de depósitos bancários, celulares e um livro com anotações de depósitos feitos pelas vítimas.

A denuncia surgiu depois que dois moradores de Niterói, na região metropolitana, foram extorquidos. Um deles registrou queixa na delegacia de Icaraí (77ª DP) após receber uma ligação dizendo que sua filha havia sido sequestrada. O suspeito pediu um depósito de R$ 4.500 de resgate. A outra vítima teve que pagar R$ 6.000 para libertar o familiar que supostamente teria sido sequestrado.


Além dos depósitos, a denúncia diz que as vítimas também fizeram recarga nos celulares dos suspeitos. O golpe só foi percebido quando elas conseguiram entrar em contato com as pessoas que teriam sido sequestradas.

Os crimes foram praticados entre agosto de 2010 e junho de 2013, na Barra da Tijuca, na zona oeste, e nos municípios de Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Alcântara e Itaboraí.


A promotoria pediu prisão preventiva de outros integrantes da quadrilha que já tinha tinham prisão temporária decretada.

De acordo com a denúncia, os suspeitos teriam relações de parentesco. A maioria seria de Volta Redonda e Barra Mansa, na região sul fluminense. Os quatro detentos do Bangu 6 recebiam os telefones dos outros suspeitos e faziam ligações e ameaçavam as vítimas.


A 4ª Promotoria de Investigação Penal enviou cópias da denúncia à Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) para que adote as providências necessárias para melhorar a fiscalização e o controle de visitas, além de investigar a possível participação de agentes penitenciários.

A Seap informou que, a pedido da 77ª DP, a Superintendência de Inteligência da secretaria realizou uma revista nas celas no dia 30 de julho, porém nada foi encontrado.

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