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MPRJ faz operação contra suspeitos de milícia e extorsão em condomínio de Itaboraí

Síndico foi coagido por homens armados a contratar empresa de segurança que cobrava o dobro pelo mesmo serviço

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MPRJ realizou uma operação contra uma milícia suspeita de extorquir moradores de um condomínio em Itaboraí.
  • O síndico do condomínio foi coagido a contratar uma empresa de segurança que cobrava o dobro do valor anterior.
  • Apesar da nova contratação, o serviço de segurança continuou igual, com os mesmos vigilantes e equipamentos.
  • Materiais apreendidos na operação serão analisados para identificar os envolvidos no esquema de extorsão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agentes cumprem três mandados de busca e apreensão Reprodução/MPRJ

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) deflagrou, nesta terça-feira (15), uma operação contra investigados por integrar uma milícia e extorquir moradores de um condomínio residencial em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A ação cumpre três mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa. As ordens judiciais são executadas por agentes da CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência), com apoio de policiais do 35º BPM (Itaboraí), em endereços residenciais e em uma empresa localizada no município.


As investigações começaram após denúncias anônimas encaminhadas ao MPRJ relatarem que o síndico de um condomínio teria sido coagido por homens armados a contratar uma empresa específica para prestar serviços de segurança privada.

Antes da suposta extorsão, o serviço era pago diretamente aos vigilantes. Após a ação dos criminosos, a empresa indicada passou a ser contratada pelo condomínio.


Segundo as apurações, apesar da mudança formal na contratação, o serviço de segurança continuou sendo realizado exatamente da mesma maneira. Os mesmos vigilantes permaneceram nas funções, com as mesmas escalas e equipamentos utilizados anteriormente.

A diferença, de acordo com a investigação, estava no valor cobrado pelo serviço. A contratação da empresa teria feito o condomínio passar a pagar o dobro do preço que era desembolsado anteriormente diretamente aos vigilantes.


Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pelos investigadores e poderão contribuir para esclarecer a participação dos alvos e identificar outros envolvidos no esquema.

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