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MPRJ prende três PMs por esquema de ‘policiamento privilegiado’ em Belford Roxo (RJ)

Agentes são acusados de receber pagamentos de comerciantes para direcionar patrulhamento

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • MPRJ prendeu três policiais militares por corrupção passiva em esquema de policiamento privilegiado em Belford Roxo.
  • Os policiais recebiam pagamentos de comerciantes, chamados de "padrinhos", para priorizar patrulhamento em seus estabelecimentos.
  • A operação, chamada Patrinus, revelou que os policiais direcionavam o patrulhamento e recebiam valores como R$ 50, com negociações para aumento.
  • Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, e um dos policiais foi expulso da corporação após a denúncia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agentes do MPRJ cumpriram mandados de prisão contra os três PMs Reprodução/MPRJ

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou três policiais militares pelo crime de corrupção passiva militar em um esquema de cobrança por policiamento privilegiado na Baixada Fluminense.

Nesta quinta-feira (10), agentes cumpriram três mandados de prisão preventiva contra os denunciados, durante a sexta fase da Operação Patrinus. A ação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal).


Dois dos policiais já estavam presos em razão de outro processo originado da mesma investigação. Os novos mandados foram cumpridos no BEP (Batalhão Especial Prisional) e no presídio Joaquim Ferreira de Souza.

O terceiro denunciado foi localizado e preso em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.


Segundo o MPRJ, os três receberam ou negociaram pagamentos para oferecer atendimento diferenciado à Clínica Fênix, em Belford Roxo.

O estabelecimento fazia parte de uma rede de comerciantes e empresas que, segundo as investigações, eram chamados pelos policiais de “padrinhos” e pagavam para receber um policiamento considerado privilegiado.


Em troca dos pagamentos, os policiais direcionavam o patrulhamento para os estabelecimentos, priorizavam esses locais nas rotas das equipes e compareciam quando eram acionados pelos responsáveis.

De acordo com o Ministério Público, a estrutura e o serviço da Polícia Militar eram utilizados para atender interesses privados.


No caso envolvendo a Clínica Fênix, a investigação identificou o pagamento de R$ 50 e conversas sobre um possível aumento do valor para R$ 100.

Mensagens extraídas do celular de um dos denunciados mostram os policiais discutindo a diferença entre a quantia efetivamente paga e o valor que teria sido combinado.

Em uma das conversas, um dos agentes afirma que “na vez dele foi galo”, expressão utilizada para se referir aos R$ 50, e diz ter entendido que o acordo seria de R$ 100. Outro policial também relatou ter recebido R$ 50.

Ainda segundo o MPRJ, um dos denunciados fazia a intermediação com a clínica, negociava os valores e coordenava o atendimento pelas diferentes equipes. Outro acompanhava as tratativas e os pagamentos.

O terceiro teria realizado patrulhamento direcionado ao estabelecimento, enviado fotos da atuação no local em um grupo de WhatsApp e recebido pessoalmente R$ 50.

Os fatos investigados ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando os três policiais integravam o 39º BPM (Belford Roxo).

Um deles foi posteriormente expulso da corporação, após o oferecimento da denúncia. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi recebida pela Auditoria da Justiça Militar.

Desdobramentos da Operação Patrinus

Deflagrada em maio de 2024, a Operação Patrinus teve origem em uma investigação sobre policiais militares que atuavam no 39º BPM, em Belford Roxo.

A análise de celulares apreendidos durante as apurações revelou novos suspeitos e outras práticas criminosas, dando origem a diferentes fases da operação.

Em agosto de 2025, dez policiais militares foram presos sob acusação de achacar comerciantes.

Em maio deste ano, o MPRJ denunciou outros 11 policiais por receberem propina para prestar segurança a estabelecimentos durante o expediente.

No mês seguinte, quatro policiais militares foram denunciados por peculato e comércio ilegal de arma de fogo.

Eles são acusados de vender uma pistola que havia sido apreendida durante uma ocorrência e dividir entre si o dinheiro obtido com a negociação.

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