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Operação do MP prende 22 em ação contra quadrilha que comanda tráfico de drogas de dentro do presídio no RJ

Gaeco também cumpriu 58 mandados de busca e apreensão em todo o Estado

Rio de Janeiro|Do R7

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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), cumpriu nesta quarta-feira (20) 22 mandados de prisão preventiva e 58 de busca e apreensão na Operação Penha. Segundo o MP, os mandados são contra pessoas denunciadas por tráfico e associação para o tráfico de drogas. 

Também foram presos outros três traficantes durante as incursões. Cerca de 1,5 t de drogas, além de três fuzis, uma metralhadora e uma carabina e uma carga de cigarros foram apreendidos.


De acordo com a denúncia, o grupo atua do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste da cidade, de onde coordena a distribuição de cocaína, maconha, drogas sintéticas e armas para o município de Teresópolis, na região serrana do Estado. Traficantes da capital e da cidade serrana também são alvos da operação.

Segundo o MP, os mandados foram cumpridos em Teresópolis, em comunidades na capital e São Gonçalo, região metropolitana, além do complexo de presídios da zona oeste. Cerca de 200 PMs, agentes do GAP (Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça), além de policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais), Choque, BAC (Batalhão de Ação com Cães) e duas aeronaves do GAM (Grupamento Aeromóvel). Todos os presos serão encaminhados para a delegacia de Teresópolis (110ª DP).


Estrutura

As investigações apontam quem Robson Francisco da Costa, conhecido como Cavalo, coordenava o tráfico de dentro da Penitenciária Gabriel Ferreira de Castilho. Ele teria feito uma aliança com o denunciado Julio Cesar de Azevedo Nunes, um dos principais fornecedores de drogas e armas da mesma facção. Segundo a denúncia, a aliança foi formada para controlar a remessa e distribuição de drogas das cidades do Rio e São Gonçalo para comunidades de Teresópolis.


Também aparece na denúncia um traficante identificado apenas como JF ou Junior, que era encarregado do envio dos entorpecentes das comunidades do Jacaré e Vila Kennedy, no Rio. Já Nunes era responsável pelas remessas das comunidades do Complexo da Maré e Cidade Alta, no Rio, e Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Segundo o MP, entre os homens de confiança de Cavalo estavam Wesley da Silva Neves e Cláudio Silva de Oliveira, o Gordinho, que atuavam como agentes gerais da quadrilha na região serrana, mesmo presos na Penitenciária Viconde Piragibe.

Sob o comando deles, gerentes locais cuidavam das bocas de fumo em Teresópolis e recrutavam mulas para o transporte do material da região metropolitana para a cidade. Os outros denunciados ocupavam diversas funções dentro da hierarquia da quadrilha. De acordo com as investigações, foram identificados outros intermediários na quadrilha que planejavam a expansão do tráfico para o município de Magé.

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