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Pacientes relatam adiamento de cirurgia por falta de material; hospital nega

Adiamento foi informado após mais de dez horas de internação

Rio de Janeiro|Do R7

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Pacientes aguardaram mais de cinco horas por cirurgia que foi adiada
Pacientes aguardaram mais de cinco horas por cirurgia que foi adiada

Pacientes internados no setor de urologia do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, foram surpreendidos, na quinta-feira (5), com a informação de que as cirurgias marcadas para esta semana foram adiadas. A justificativa dada aos pacientes foi de que faltava material hospitalar para realização dos procedimentos.

Há quase dois anos na fila, aguardando cirurgia para incontinência urinária, um paciente que prefere não se identificar contou ao R7 que já havia feito todo o procedimento pré-operatório quando foi avisado que a cirurgia foi suspensa.


— É desumano depender de hospital público. Sofro há oito anos e sou obrigado a usar uma sonda externa para fazer minhas atividades. Agora, após esperar dois anos, recebo a notícia que o governo não liberou o material para cirurgia. Já passei por quatro operações mal sucedidas.

Cerca de sete pacientes que chegaram ao hospital na manhã de quarta-feira (4) relataram que aguardaram mais de cinco horas para serem atendidos e encaminhados para o quarto. Após a internação, ficaram em jejum por quase dez horas aguardando o procedimento. Porém, só foram informados pelos médicos sobre o adiamento das cirurgias por volta das 14h30 de quinta.


Sem saber quando serão operados, os pacientes voltaram para casa e devem retornar à unidade na próxima quarta-feira (11) para remarcarem a cirurgia.

Em nota, o Hospital Federal Cardoso Fontes alegou que "devido a uma cirurgia de emergência com um paciente internado no Setor de Urologia da unidade, que exigiu a atenção de toda a equipe desta especialidade, foi necessário o adiamento de cirurgias eletivas (que não são de urgência) programadas para o dia. Os procedimentos, que precisaram ser suspensos, serão realizados no prazo máximo de 30 dias." A direção do hospital também informou que não há falta de material na unidade.

*Renata Ferreira, do R7 Rio

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