Pai de Henry denuncia perfil falso que pede doações
Perfil em rede social tem mais de 20 mil seguidores. Leniel Borel pode que as pessoas não contribuam
Rio de Janeiro|Rafael Nascimento do R7 *

O pai do menino Henry Borel, o engenheiro Leniel Borel, denunciou em uma rede social, no último sábado (26), um perfil falso que usava seu nome e sua foto para pedir doações, além de vender quadros da criança de 4 anos, que foi morta no dia 8 de março, no apartamento do vereador Dr. Jairinho e da professora Monique Medeiros, padastro e mãe da vítima.
"Sem nenhum envolvimento da minha parte, esse perfil está anunciando a venda de quadros com a imagem de Henry, além de pedir doações. Por favor, não contribuam!!!", alertou Leniel.

A página falsa tinha 20,9 mil seguidores, enquanto a de Leniel tem quase 490 mil. Na manhã desta segunda (28) o perfil fake não estava mais ativo.
Relembre o caso
O advogado Leonardo Barreto, que defende o pai de Henry Borel, Leniel Borel, disse que ele não sabia que o filho tomava remédios para ansiedade. A informação foi apontada pela faxineira da mãe de Henry e do vereador Dr. Jairinho, que trabalhava no apar...
O advogado Leonardo Barreto, que defende o pai de Henry Borel, Leniel Borel, disse que ele não sabia que o filho tomava remédios para ansiedade. A informação foi apontada pela faxineira da mãe de Henry e do vereador Dr. Jairinho, que trabalhava no apartamento do casal e limpou o local um dia após a morte de Henry. Leila Rosângela Mattos prestou depoimento nesta quarta (14), na 16ª DP (Barra da Tijuca), zona oeste do Rio. Na declaração ela afirmou que o casal tomava muitos remédios e que Monique dava a Henry medicamento para ansiedade e um xarope de Maracujá
A morte de Henry teve ampla repercussão após Leniel registrar o caso na 16ª DP (Barra da Tijuca), em razão do laudo da necropsia no corpo da criança ter apontado hemorragia interna e laceração hepática. Inicialmente, o casal Dr. Jairinho e Monique Medeiros havia apresentado a versão de acidente doméstico, o que foi descartado pela perícia.
O casal é réu e teve prisão preventiva decretada no dia 7 de maio. A decisão considerou a possível coação de testemunhas e conversas encontradas no celular de Monique, que revelaram que ela sabia de agressões de Jairinho contra Henry. Leniel vai atuar como assistente de acusação no caso.
Votação da cassação de Dr. Jairinho
O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro vota nesta segunda-feira (28) se o mandato de vereador do Dr. Jairinho é cassado ou não. No último dia 18, o relator do processo, o vereador Luiz Ramos Filho (PMN), apresentou parecer favorável sobre a denúncia que pede a cassação do parlamentar.
*Estagiário do R7 sob supervisão de Celso Fonseca
























