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Pelo 2º dia consecutivo, garis protestem em frente à Prefeitura; ruas do Rio amanhecem cobertas de lixos

Justiça decretou que greve é ilegal

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Um grupo de garis realizaram um protesto pacífico em frente à Prefeitura, no centro do Rio, no início da tarde deste domingo (2) e pelo segundo dia consecutivo, a parte da categoria paralisou os serviços de recolhimento do lixo. Apesar de o sindicato da categoria negar esteja havendo paralisação, mais uma vez, as ruas da capital fluminense amanheceram cobertas de lixo esta manhã. Por volta as 13h15, não havia tumulto ou confusão durante o ato e grandes quantidades de lixos ainda eram vistas nas vias.

Na prefeitura, eles vão se reunir com uma advogada da Defensoria Pública, que deverá orientar os trabalhadores sobre os procedimentos que poderão ser tomados daqui para a frente. Em passeata dissolvida pela Polícia Militar durante a tarde de sábado (1º), manifestantes também anunciaram a greve. 


No sábado, a desembargadora Rosana Salim Villela Travesedo, do Tribunal Regional do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (TRT-RJ), declarou a “abusividade e ilegalidade” de qualquer movimento de paralisação dos garis vinculados à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

A sentença destaca que o “movimento paredista” ocorre no curso da negociação do dissídio coletivo de 2014 da categoria. A juíza determinou a imediata suspensão do movimento, de forma a garantir o funcionamento dos serviços essenciais de coleta e disposição do lixo domiciliar e urbano, “sob pena de multa diária no caso de descumprimento”. A multa tem valor de R$ 25 mil.


Em nota oficial divulgada no sábado, o vice-presidente do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, Antonio Carlos da Silva, informou que “não há qualquer movimento de paralisação ou greve na cidade do Rio de Janeiro”. Segundo a nota, “os rumores de uma ameaça de paralisação vêm sendo alardeados por um grupo sem representatividade junto à categoria”. O sindicato reafirmou que segue negociando com a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro).

Segundo informou à Agência Brasil, Fábio Araújo Coutinho, gari da Comlurb há 16 anos, o Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro havia convocado a greve e à meia-noite da última sexta-feira (28) enviou notificação à companhia, cancelando a paralisação. Fábio disse que o movimento foi criado entre os próprios garis e não tem uma liderança. Os integrantes do grupo preferem não citar nomes, “para não serem perseguidos pela empresa”, relatou. Acrescentou que neste domingo muitos funcionários estão sofrendo intimidação e assédio moral por parte de seus gerentes, para continuarem trabalhando.


Os garis da Comlurb reivindicam aumento do piso salarial, hoje de R$ 803, para R$ 1,2 mil. De acordo com Fábio Coutinho, a prefeitura ofereceu piso de R$ 877. A categoria pleiteia ainda aumento do tíquete-refeição de R$ 12 para R$ 20 por dia, a volta do pagamento do triênio e do quinquênio, “que nos foram tirados”, além do pagamento de horas extras pelos domingos e feriados trabalhados. A Comlurb, disse Fábio, não paga horas extras pelo trabalho nesses dias e oferece apenas um tíquete de R$ 12.

Fabio reclamou das precariedade nas condições de trabalhos.


— Os funcionários são tratados quase como escravos e fazem os serviços sem segurança nenhuma.

A Comlurb não soube explicar até o momento a razão da grande quantidade de lixo acumulada na cidade, até esta hora, em especial nos Arcos da Lapa e ruas situadas no entorno. A empresa esclareceu, por meio de sua assessoria de imprensa, que como os foliões permanecem nas ruas à noite, após a passagens dos blocos, a limpeza só pode ser feita com as vias inteiramente livres, para permitir os serviços do caminhão varredeira e do lava-jato. A companhia está apurando se o excesso de detritos está relacionado com a manifestação do grupo de garis, “sem representatividade junto à categoria”, segundo o sindicato. 

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