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Pezão vai manter Beltrame na Segurança do Rio

Anúncio oficial será em novembro; Pezão quer que Beltrame continue no cargo até 2016

Rio de Janeiro|Do R7

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Pezão quer que Beltrame continue no cargo no mínimo até 2016
Pezão quer que Beltrame continue no cargo no mínimo até 2016

O gaúcho José Mariano Beltrame vai continuar como secretário estadual de Segurança em 2015. Reeleito, Luiz Fernando Pezão (PMDB) já havia deixado claro o interesse em manter o delegado de Polícia Federal à frente da pasta, historicamente uma das mais delicadas e importantes. Mesmo após quase oito anos no cargo, Beltrame está disposto a ficar - e para isso tem se reunido com Pezão, que fará o anúncio oficial em novembro.

Pezão sempre afirmou querer a continuidade de Beltrame, de quem se tornou amigo pessoal, mas reconhecia o "cansaço" do delegado após tantos anos no cargo - um recorde. Segundo fontes ligadas ao secretário e a Pezão, Beltrame vai continuar.


Oficialmente, o gaúcho é mais cauteloso, embora deixe transparecer o futuro.

— O governador tem um tempo para fazer isso (anunciar o secretariado) e estamos vendo como podemos colaborar. Na hora certa, ele (Pezão) vai se manifestar.


Beltrame quer questões "alinhadas" com Pezão. Além da ampliação dos investimentos em segurança e a necessidade de chegar com o "social" nas comunidades pacificadas, ele tem feito reuniões com sua equipe para descobrir a "nova UPP": um projeto que tenha o mesmo impacto que tiveram as Unidades de Polícia Pacificadora.

Fora da política


"Convidado" publicamente pelo candidato derrotado à Presidência Aécio Neves (PSDB) para assumir cargo no governo federal caso fosse eleito, o gaúcho negou ontem ter recebido qualquer convite de Dilma Rousseff. No ano passado, o PMDB queria lançá-lo como candidato a vice. Não quis; avesso ao "jogo político", ele não é filiado a nenhum partido e tem Santa Maria como domicílio eleitoral.

Além da Olimpíada e dos Jogos Paralímpicos de 2016 - Pezão quer que o secretário continue pelo menos até lá -, Beltrame terá pela frente, antes, porém, um dos momentos mais delicados das UPPs. Neste ano, os confrontos aumentaram nas principais comunidades "pacificadas" e seis PMs de UPPs foram assassinados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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