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PF mira esquema de desvio de emendas para organizações da sociedade civil no RJ

Entre os alvos, está Chiquinho Brazão, preso pela morte de Marielle; bloqueio patrimonial determinado pela Justiça chega a R$ 100 mi

Rio de Janeiro|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília e Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia Federal realizou operação contra esquema de desvio de verbas parlamentares no RJ.
  • Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.
  • Desvios envolviam emendas parlamentares federais para organizações da sociedade civil.
  • Investigados podem responder por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, no RJ Divulgação/ PF - Arquivo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma grande operação contra um possível esquema de desvios de verbas parlamentares. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão, no Rio de Janeiro.

A reportagem apurou que o empresário e ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado e cumprindo prisão domiciliar pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), é um dos alvos da operação.


Além dele, foram alvos de mandados de prisão Raphael da Silva Gonçalves — ex-assessor do conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) Domingos Brazão, irmão de Chiquinho que igualmente cumpre pena pela morte da vereadora — e Robson Calixto Fonseca. Conhecido como “Peixe”, Robson é ex-assessor do TCE e também está preso por envolvimento no assassinato de Marielle.

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De acordo com a corporação, os recursos desviados seriam oriundos de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil cariocas. Durante a ação, policiais chegaram a cumprir bloqueios patrimoniais que somavam, juntos, R$ 100 milhões.


A investigação apontou que o dinheiro teria sido desviado por meio de pagamentos indevidos, empresas de fachada e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores.

Segundo apurado até o momento, os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil, pessoas físicas e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo para movimentação financeira e ocultação patrimonial, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e terceiros utilizados como laranjas.


Ainda de acordo com a PF, há suspeita de irregularidades nas parcerias com as organizações investigadas, tais como superfaturamento, acordo entre empresas participantes das cotações de preços e inexecução contratual.

Os envolvidos no esquema poderão responder por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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