PM que diz que pode ter matado Eduardo é esperado para novo depoimento
Policial de UPP prestou primeiro depoimento no dia em que a criança morreu
Rio de Janeiro|Do R7
O policial militar de UPP que afirmou que pode ter disparado o tiro que matou o menino Eduardo, no Complexo do Alemão, na última quinta-feira (2), é esperado para novo depoimento. A ida do agente, que não teve a identidade revelada, estava prevista para esta quinta, mas ele não compareceu. Com isso, o delegado Rivaldo Barbosa afirmou que enviou um novo ofício de convocação para depoimento.
Segundo o delegado da Divisão de Homicídios da Capital Alexandre Herdy, o PM, que teve um surto após o depoimento, afirmou no primeiro depoimento que estava em uma patrulha para apresentar a área ao Batalhão de Choque, com mais quatro PMs de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). O PM afirmou que estava à frente do grupo. Ele trabalha na UPP há três anos e conhecia muito bem a área em que Eduardo foi assassinado.
Outro policial militar também teria admitido ter atirado na mesma região. Um deles disse que atirou três vezes e o outro afirmou que fez um disparo acidental após uma queda.
A mãe da criança declarou que conseguirá reconhecer o autor do disparo. Ela continua no Piauí, onde houve o enterro, e voltará para o Rio de Janeiro na semana que vem, quando o reconhecimento e a reconstituição devem ser realizados.
O policiamento permanece reforçado na área.
Morto com um tiro na cabeça
Eduardo foi morto com um tiro na cabeça quando estava sentado na porta de casa, brincando com um celular. O caso comoveu o Complexo do Alemão. Desde o ocorrido, várias manifestações foram realizadas, tanto na comunidade quanto em outros pontos do Rio, pedindo paz no Alemão.
Nesta quinta-feira (9), a Polícia Militar vai anunciar novas ações a serem implantadas na comunidade. A DH (Divisão de Homicídios) também deve ouvir dois PMs que disseram ter efetuado disparos na região onde Eduardo foi morto.
Morte de dona de casa
Três PMs envolvidos na operação que resultou na morte de Elizabeth Alves, um dia antes da morte de Eduardo, também foram convocados para prestar depoimento nesta quinta-feira (9).














