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PMs lançam bombas de gás para dispersar protesto contra Fifa e Copa perto do Maracanã

Grupo, que saía da Tijuca, tentou se aproximar do estádio do Maracanã neste domingo (15)

Rio de Janeiro|com R7

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Manifestantes saíram da praça Saens Peña, na Tijuca, em direção ao estádio do Maracanã
Manifestantes saíram da praça Saens Peña, na Tijuca, em direção ao estádio do Maracanã

Cerca de 300 manifestantes, que estavam concentrados na praça Saens Peña, na Tijuca, perto do Maracanã, começaram por volta das 17h10 a se deslocar em protesto contra a Fifa e a Copa do Mundo. Por volta das 18h, PMs lançaram bombas de gás para dispersar os manifestantes que seguiam sentido Maracanã.

As portas de vidro de ao menos duas agências bancárias foram destruídas no bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio, vizinho à Tijuca e à região do Maracanã.


No grupo, havia manifestantes vestindo preto e muitas faixas e bandeiras contra a entidade que controla o futebol no mundo e a realização do Mundial no Brasil.

O protesto era acompanhado de perto por policiais militares com equipamentos de proteção individual, o traje que ganhou nas ruas o apelido de Robocops. Em razão da manifestação, o trânsito começa a ficar complicado no entorno da Saens Peña.


Os manifestantes tentaram seguir para o Maracanã, onde Argentina e Bósnia se enfrentaram na noite deste domingo.

Entre os confrontos, os dois principais ocorreram nas esquinas da avenida Maracanã com a rua São Francisco Xavier e do Boulevard 28 de Setembro com a rua Gonzaga Bastos, na Tijuca. O Batalhão de Choque avançou pelo Boulevard 28 de Setembro, onde estavam cerca de 50 manifestantes. Uma banda, formada por manifestantes, tocava músicas como Robocop Gay, dos Mamonas Assassinas, e improvisou uma festa junina. "Olha a Justiça! É mentira!", provocam. Algumas pessoas foram revistadas e liberadas em seguida.


No primeiro confronto, manifestantes jogaram quatro coquetéis molotov. Um atingiu um transformador da rede elétrica e outro chegou próximo aos policiais. Outros dois não atingiram ninguém — um caiu num canal e outro, na rua. Os policiais militares usaram bombas de efeito moral, de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

O clima era tenso — manifestantes tentavam impedir com faixas a passagem de carros da polícia, e o Choque ameaçava atropelá-los.


No momento em que policiais ameaçaram atropelar três manifestantes que seguravam um cartaz, o estudante de administração industrial, Bruno Guimarães, de 30 anos, discutiu com um dos PMs.

— O senhor é um desequilibrado.

Os policiais conseguiram ultrapassar a barreira e deixaram o local, gritando: "Choque, choque, choque."

No Boulevard 28 de Setembro, os ativistas quebraram lixeiras e destruíram portas de vidro de ao menos duas agências bancárias. Não houve confronto direto. A polícia lançou bombas e os ativistas se dispersaram.

Além da tensão com a PM, os manifestantes também enfrentam a animosidade de torcedores que assistiam ao jogo em bares. Houve discussões. Bares da 28 de setembro fecharam. Na praça Varnhagen, próximo ao Shopping Tijuca, famílias com crianças reclamavam da ação da polícia, que jogou bombas para afastar os manifestantes, antes que tivesse havido confronto.

Paes: enterro simbólico

Cinquenta pessoas estiveram reunidas em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura, na Cidade Nova, para fazer o enterro simbólico do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A atividade faz parte do ato "Fuera Paes", convocado pelas redes sociais, e que tem como mote a declaração do prefeito, segundo a qual ele se mataria caso a Argentina fosse campeã da Copa.

"É para o carioca não ficar na dúvida se torce pela Argentina. A gente enterra logo o Paes", disse Tadeu Lemos, integrante do movimento Rua, criado em janeiro passado. Ex-moradores da Favela da Telerj, desocupada pela polícia em abril, participaram do ato.

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