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Polícia Civil interdita fábrica clandestina de azeite em Maricá (RJ)

Produto era misturado com oléo de soja e lucro chegava a 400%, o que pode ter ultrapassado a marca de R$ 1 milhão

Rio de Janeiro|Rafael Nascimento, do R7 *

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Produto era importado da Espanha e empresa teria lucrado mais de R$ 1 milhão
Produto era importado da Espanha e empresa teria lucrado mais de R$ 1 milhão

Uma equipe da 82ª DP (Maricá), na região metropolitana do Rio de Janeiro, interditou nesta última terça-feira (23), uma fábrica clandestina que adulterava azeites importados da Espanha na região. Segundo as investigações, o produto era retirado da garrafa, misturado a óleo de soja, engarrafado novamente e vendido aos clientes.

Os agentes chegaram até a empresa, que funcionava em Itaipuaçu, no município de Maricá, no final de julho. Após apreender o material, uma perícia foi realizada e o laudo apontou que o azeite estava adulterado.


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De acordo com as investigações, nos tanques da fábrica eram misturados 4 mil litros de óleo de soja para cada 1 mil litros de azeite. Desta forma, as garrafas falsificadas eram vendidas com lucro de 400% e a empresa teria ganhado quantia superior a R$ 1 milhão. Em um segundo galpão foram encontradas máquinas de falsificação de rótulos e tampinhas.

A polícia afirmou ainda que a empresa transportava para São Paulo cerca de 16 mil garrafas de azeites que deveriam ser "extra virgem" mas eram apenas "óleo composto". O valor de mercado de cada garrafa de 500ml é entre R$ 30 e R$ 64, dependendo da acidez.


Os proprietários da empresa podem ser indiciados por crimes contra a economia popular e relação de consumo e contra a propriedade industrial. A pena pode passar de cinco anos de prisão.

*Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

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