Rio de Janeiro Polícia diz ter identificado 18 de 24 mortos em operação no Jacarezinho

Polícia diz ter identificado 18 de 24 mortos em operação no Jacarezinho

Segundo setor de inteligência, identificados tinham antecedentes criminais. MP-RJ acompanha perícia nos corpos

A Polícia Civil identificou 18 dos 24 mortos na operação do Jacarezinho, zona norte do Rio, nesta sexta-feira (7). A 25ª vítima da ação mais letal do Estado é um policial civil, que foi enterrado hoje no Cemitério Jardim da Saudade, na zona oeste. 

Familiares aguardam liberação dos corpos no IML

Familiares aguardam liberação dos corpos no IML

RAMON VELLASCO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO/07.05.2021

Segundo a polícia, um laudo do setor de inteligência apontou que os 18 primeiros mortos identificados tinham antecedentes criminais. Foi informado ainda que a ficha e as identificações de cada um serão apresentadas após exames de perícia e necropsia.

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) declarou que acompanha a perícia nos corpos .

Desde cedo, parentes das vítimas aguardam no IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio, para fazer a identificação dos mortos. Alguns familiares contestaram a versão da polícia e disseram que os agentes entraram na comunidade, na quinta (6), e executaram vítimas. 

Nesta manhã, os moradores fizeram um protesto em frente à Cidade da Polícia, sede das delegacias especializadas que fica ao lado do Jacarezinho, para pedir justiça.

Ontem, a comunidade viveu um dia de terror após os confrontos deixarem 25 mortos. Além disso, três agentes e duas pessoas foram baleadas. Por segurança, serviços de transporte e vacinação contra covid-19 nos arredores foram suspensos.

A Polícia Civil alegou ter entrado no Jacarezinho para cumprir 21 mandados de prisão, sendo que três foram cumpridos e outros três alvos morreram, contra um grupo acusado de aliciar menores para o tráfico, mas disse ter enfrentado resistência.

No entanto, representantes da Defensoria Pública e de entidades em Defesa dos Direitos Humanos criticaram a ação. Eles relataram denúncias de excessos da polícia e pediram uma apuração rigorosa. 

Investigação

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que vai acompanhar os desdobramentos da operação, que ganhou repercussão internacional. A ONU (Organização das Nações Unidas) também se pronunciou e cobrou uma investigação independente.

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