Polícia pede "caixa-preta" de trens para checar versões de maquinista e controlador
Ambos mantiveram em acareação as versões apresentadas em depoimentos
Rio de Janeiro|Do R7


A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu nesta quinta-feira (8) a gravação do diálogo entre o maquinista do trem que bateu em outro parado na estação Presidente Juscelino, em Mesquita (Baixada Fluminense), e o controlador de tráfego da SuperVia. Após acareação realizada na tarde de hoje, eles reafirmaram as versões dadas nos depoimentos.
Em depoimento à polícia nesta quinta, o maquinista afirmou que avançou o sinal com autorização do controlador de tráfego da SuperVia. Luiz Felipe Moreira Breve também afirmou que pulou do trem pouco antes da colisão.
Entre as estações Mesquita e Presidente Juscelino, há dois sinais. Pouco antes do acidente, ambos estavam vermelhos. O maquinista afirmou que, ao parar no primeiro sinal, recebeu a autorização para seguir e entendeu que poderia seguir direto para a estação. Já o controlador afirma que o maquinista deveria seguir até o próximo sinal vermelho.
Para o delegado Matheus Almeida, ainda não é possível falar em "falha de comunicação" sem que antes as versões sejam confrontadas com a gravação do diáologo de ambos. Segundo ele, na semana que vem, outros funcionários da SuperVia devem ser ouvidos.















