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Polícia pede exumação de corpo de DG para esclarecer morte de dançarino

Ministério Público do Rio de Janeiro tem prazo de 30 dias para analisar o pedido

Rio de Janeiro|Do R7

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r7rio-012015-DG Reprodução / Facebook

A Delegacia de Ipanema (13ª DP) encaminhou novamente para o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) o inquérito sobre a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, nesta sexta-feira (27). A Promotoria devolveu o caso à polícia, no dia 12 de março, porque o inquérito não explicava o fato de a camisa de DG não apresentar nenhuma perfuração, apesar de o laudo indicar os orifícios de entrada e saída do tiro que matou o dançarino. A Polícia Civil informou que para esclarecer a questão foi reiterado o pedido de exumação do corpo.

A solicitação será analisada pelo MPRJ, que confirmou o recebimento do inquérito nesta sexta-feira. A Promotoria tem um prazo de 30 dias para analisar o caso. 


Relembre o caso

DG foi assassinado na madrugada de 22 de abril de 2014, durante uma ação policial na favela do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, na zona sul do Rio. O inquérito foi concluído no dia 3 deste mês indiciou o soldado Walter Saldanha Correa pelo homicídio. Outros seis policiais militares foram indiciados por falso testemunho e prevaricação. Dois PMs foram inocentados. A Polícia Civil afirma que DG foi à favela para visitar a filha Laylla, então com 4 anos, e acabou em meio ao tiroteio entre traficantes e policiais, onde foi confundido com criminosos. Para escapar dos tiros, tentou fugir saltando por telhados de imóveis.


Segundo a versão dos policiais, por volta das 22h, do dia 21 de abril de 2014, alguém ligou para o Disque-Denúncia e avisou que o chefe do tráfico local, conhecido como Pitbull, estava no teleférico que serve a comunidade.

A informação foi transmitida a um sargento da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do bairro, que perguntou aos subordinados quem gostaria de checar se a denúncia tinha procedência. O debate se prolongou e só à 0h30 os PMs foram patrulhar a comunidade.


Quando chegou a uma quadra esportiva, o grupo composto por nove policiais foi recebido a tiros e revidou. Três policiais buscaram abrigo em um prédio de cinco andares perto da quadra. Os outros seis ficaram na rua.

A eletricidade acabou, houve tiroteio e, ao fim do confronto, os policiais voltaram para a sede da UPP. Três policiais afirmaram ter visto um vulto passando pelo teto do imóvel onde os criminosos estariam. O soldado Correa Junior afirmou então que acreditava ter baleado a pessoa que estava no teto.


Ele foi atingido pelo soldado Walter quando estava no quarto andar de um prédio. O tiro atingiu as costas de DG, de baixo para cima. Mesmo ferido, o dançarino continuou fugindo. Ele passou por duas caixas d'água e acabou morrendo no prédio de uma creche.

Quando o corpo de DG foi encontrado e identificado, moradores da favela promoveram um protesto em ruas de Ipanema.

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