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Prefeitura inicia obras de reconstrução do Camelódromo

Prefeitura vai tentar linha de crédito com a Caixa para os comerciantes mais afetados

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Obras começaram após incêndio da madrugada de domingo (11)
Obras começaram após incêndio da madrugada de domingo (11)

A prefeitura do Rio de Janeiro começou nesta terça-feira (13) as obras de reconstrução da área do Mercado Popular da Uruguaiana, também conhecido como camelódromo, afetada pelo incêndio do último final de semana.

O centro de comércio popular foi atingido por um incêndio, decorrente de um curto-circuito na rede elétrica do local, na madrugada de domingo (11), quando 204 boxes foram destruídos e mais de 170 sofreram algum tipo de dano, como na rede elétrica ou no telhado.


A obra de emergência na quadra D, a mais afetada pelo incêndio, deve durar de dois a três meses. A Defesa Civil isolou a área e limpou os arredores para que os demais boxes funcionem normalmente. O subsecretário municipal de Defesa Civil, Márcio Motta, disse que todas as exigências serão cumpridas durante a obra.

— Tudo será feito dentro dos padrões técnicos, atendendo todas as exigências do Corpo de Bombeiros para que funcione com segurança. A gente tem o exemplo do Mercadão de Madureira que, após um grande incêndio ocorrido naquela área, o Poder Público se aproximou das lideranças e criou um grande shopping dentro das normas técnicas.


O subsecretário confirmou que a prefeitura vai solicitar uma reunião com a Caixa Econômica Federal para obter uma linha de crédito para os comerciantes mais afetados pelo incêndio. Segundo ele, com a proximidade das festas de fim de ano, muitos vendedores podem ser prejudicados com a falta de produtos e local para as vendas.

O vendedor de artigos esportivos, Júlio César Vidal, de 55 anos, lamentou o ocorrido.

— Depois daquela interdição [de julho] a gente vem sendo fiscalizado todos os dias, então estamos nos habituando a essa nova realidade de estar cumprindo tudo como deve ser. Aí quando a gente está começando a se acertar, pagar os funcionários, acontece uma coisa dessas. Fazer o quê? Temos que ir à luta de novo.

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