Preso em blitz, Arafat chegou a oferecer R$ 1 milhão a PMs para ser solto
Policiais militares recusaram suborno e chefe do tráfico foi levado à Cidade da Polícia
Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

O traficante Carlos José da Silva Fernandes, conhecido como Arafat e chefe do tráfico no Complexo da Pedreira, chegou a oferecer R$ 1 milhão aos policias após ser preso na noite de quarta-feira (30), na avenida Brasil, próximo a um acesso da comunidade. Segundo a polícia, ele estava desarmado na hora que foi preso em um carro de luxo.
De acordo com os policiais, Arafat fez duas ofertas para tentar subornar os agentes. O coronel Fernando Salema disse que, inicialmente, ele fez uma oferta de R$ 500 mil, mas tentou aumentar para R$ 1 milhão enquanto era levado para a Cidade da Polícia.
O Portal Procurados oferecia R$ 10 mil por informações que levassem o traficante para a cadeia. Arafat era responsável por controlar a venda de drogas nas comunidades Final Feliz, Eternity e Morro do Chaves.
Esta é a terceira vez que o criminoso foi preso. Em 2004 ele foi detido e liberado em 2008 para o regime semiaberto, mas ele nunca mais voltou ao presídio. A história se repetiu em 2012, quando ele conseguiu o mesmo benefício após ser preso de novo em 2010.
Arafat assumiu o controle do Complexo da Pedreira após a morte de Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, em 2015. Ele era considerado o criminoso mais procurado do Estado e foi morto durante operação na Pedreira.
Considerado um bandido violento e impiedoso, Arafat é acusado de matar policiais e traficantes de facções rivais. Ele também é acusado da morte de Luciana Cunha de Oliviera, dentro de um condomínio do Minha Casa, Minha Vida. O corpo dela está desaparecido desde 2014.
A polícia diz que Arafat, além de controlar o tráfico de drogas, tinha experiência em roubo de cargas na região da Pavuna. Ele é suspeito de coordenar o roubo de explosivos que seriam usados para a explosão do novo túnel do elevado do Joá. As bananas de dinamite foram encontradas em uma comunidade de Niterói chefiada pela mesma facção criminosa.
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