Professores da UERJ decidem pela continuidade da greve
Além dos salários, docentes reivindicam o pagamento de bolsas atrasadas
Rio de Janeiro|Do R7

Em Assembleia Docente realizada nesta quarta-feira (4), os professores da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) votaram pela paralisação da categoria. Além da falta de salários, eles reivindicam o pagamento de bolsas atrasadas - o último deposito realizado foi em agosto - e a reabertura do restaurante universitário fechado há quase um ano.
Com repasses irregulares, a UERJ enfrenta a pior crise de sua história. Nos últimos cinco anos a falta de pagamentos que estavam previstos no orçamento alcançou os R$ 800 milhões. Somente em 2016, R$ 300 milhões deixaram de ser repassados. Os dados são da Comissão de Educação da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Para o presidente da Comissão, deputado Comte Bittencourt (PPS), a ausência dos recursos tem afetado a mínima capacidade da universidade funcionar.
O calendário prioritário de pagamento do Governo do Estado foi um dos motivos que levou a categoria a decidir pela greve, segundo a Asduerj (Associação dos Docentes da UERJ). Em nota o órgão afirmou que o executivo está "quebrando a isonomia entre as categorias de servidores públicos", ao manter "os trabalhadores das universidades no fim da fila de prioridades, junto a aposentados, pensionistas e outros órgãos de pesquisa".














