Rio: homem se passa por amiga na internet e engana motoboy por um ano em namoro virtual
Suspeito foi padrinho de casamento de mulher que teve as fotos roubadas
Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

Um motoboy de 24 anos estava apaixonado por uma mulher, de 28 anos, com quem mantinha um namoro virtual. A história parecia perfeita: por mais de um ano, eles passaram dias trocando mensagens de amor na internet. Ele até fazia planos de morarem juntos. Só que o conto de fadas era, na verdade, uma cilada. O jovem estava em um relacionamento com um homem de 31 anos. Rafael Gomes de Santana pegou as fotos de uma amiga e criou o perfil falso online.
O rapaz só começou a desconfiar do fato quando foi informado de que a namorada teria sido sequestrada. Os bandidos exigiam R$ 20.000 para libertá-la. Já que ele não tinha o dinheiro, acabou recorrendo à Delegacia Antissequestro para auxiliar na resolução do caso.
As investigações levaram até a mulher que teve os dados roubados. Ela mora em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. O delegado Eduardo Soares afirmou que foram várias as tentativas de marcar o local para efetuar o pagamento do resgate, contudo, o suposto criminoso desconversava.
Os agentes encontraram Santana em casa, onde mora com parentes no Catete, zona sul do Rio. Ele foi detido em flagrante, encaminhado ao sistema prisional e responderá por extorsão. O suspeito foi padrinho de casamento da personal trainer.
A polícia teve dificuldades para solucionar o caso porque o motoboy demorou a falar que o namoro era apenas virutal. Com vergonha, ele mentiu dizendo que um amigo chamado Rafael tinha apresentado a moça a ele. Mal sabia o rapaz que ele realmente conhecia Rafael, mas não imaginava que seria ele a sua namorada.
O suspeito, a vítima e a mulher que teve o perfil clonado ficaram frente a frente na delegacia. O jovem poderia ser enquadrado por denúncia falsa de crime, porém os policiais compreenderam que ele foi engando.
O delegado afirmou que Santana é um homem perigoso pela facilidade que tem em mentir e enganar.
— Ele deve ter algum distúrbio psiquiátrico. Uma pessoa que faz toda uma história dessa, tenta assumir a personalidade de uma pessoa que ele conheceu lá atrás, não é uma pessoa normal.
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