Rio: polícia identifica suspeitos de matar militares em tribunal do tráfico no Chapadão
Jovens também faziam bico como taxistas na região
Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

A Divisão de Homicídios concluiu que o cabo do exército Jorge Souza, de 24 anos, e o ex-militar Cleiton Massena foram mortos por traficantes do morro do Chapadão, zona norte do Rio. Eles estavam desaparecidos desde segunda (1). Apesar de as vítimas não terem sido encontradas, para a polícia não há dúvida de que os jovens foram assassinados. Nesta quarta (3), a polícia está fazendo operação em busca dos corpos.
Os jovens teriam sido mortos depois de uma reunião convocada por traficantes do Chapadão que desconfiavam que existisse algum informante na cooperativa de táxis onde os jovens trabalhavam. Os bandidos fizeram um “tribunal” e chegaram a conclusão de que Jorge e Cleiton estavam trabalhando para a polícia.
Nesta terça-feira (2), testemunhas que estavam na comunidade quando tudo aconteceu foram ouvidas. A informação que a policia recebeu é de que os corpos de Cleiton e Jorge estariam em carro na comunidade Final Feliz, no Chapadão.
A reunião teria acontecido depois que um bandido solicitou uma corrida para a praia de Grumari, na zona oeste. No entanto, o motorista recusou a corrida, o que gerou desconfiança por parte dos traficantes. No encontro, todos foram obrigados a entregar os respectivos celulares. A execução de Jorge aconteceu, segundo depoimentos de testemunhas, após os bandidos encontrarem uma mensagem de voz no celular de Jorge, em que o cabo do exército avisava a um parente que estava no morro.Na mensagem que motivou os homicídios, o cabo afirma que estava na favela e avisa que "caso aconteça alguma coisa, você sabe onde eu estou".
O parente de Cleiton que recebeu a mensagem respondeu perguntando ao cabo se ele queria que a polícia fosse chamada, o que alertou os bandidos.
A Divisão de Homicídios já identificou alguns dos bandidos responsáveis pelos homicídios. Pelo menos dez traficantes da localidade são investigados.
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