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RJ: Justiça bloqueia bens e quebra sigilos de ex-secretário de Saúde 

Edmar Santos e outras sete pessoas são investigados pelo MP-RJ pela compra, sem licitação, de mil respiradores para tratar pacientes da covid-19

Rio de Janeiro|Do R7

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Edmar Santos é alvo de investigação por indícios de corrupção
Edmar Santos é alvo de investigação por indícios de corrupção

A Justiça do Rio decretou a quebra dos sigilos fiscal e bancário e bloqueou as contas do ex-secretário de Saúde do Estado, Edmar Santos, em ação por improbidade administrativa.

A decisão é da juíza Georgia Vasconcellos da Cruz, da 2.ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio.

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Ao autorizar as medidas, ela considerou que 'as condutas dos réus descritas na inicial (da ação movida pelo Ministério Público do Estado) são extremamente graves'.

O ex-secretário e outras sete pessoas são investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pela compra, sem licitação, de mil respiradores para tratar pacientes graves da covid-19. O governo do Rio antecipou o pagamento de R$ 36 milhões para três empresas contratadas entre março e abril, mas os aparelhos não chegaram aos hospitais.

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Nesta segunda-feira (6), Edmar Santos participou de audiência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), realizada por videoconferência, mas se recusou a responder às questões levantadas pelos parlamentares. Ele disse que atendia a orientações da defesa, uma vez que não teria tido acesso integral ao inquérito no qual é investigado.

Edmar não foi denunciado criminalmente no caso, mas pode responder por improbidade. O escândalo também levou à  exoneração, em maio. Ele foi o primeiro secretário de Saúde do Rio substituído na pandemia. O sucessor, Fernando Ferry, pediu demissão pouco mais de um mês após a nomeação. O último indicado foi o coronel do Corpo de Bombeiros Alex Bousquet, que assumiu oficialmente na semana passada.

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A Controladoria Geral do Estado do Rio apontou indícios de irregularidades em quase todos os contratos assinados pela Secretaria Estadual de Saúde desde o início da pandemia. Um relatório divulgado na semana passada concluiu que 99,47% dos documentos auditados, todos relativos a compras e contratações para ajudar no combate ao novo coronavírus, apresentam risco de irregularidades. Em nota, a pasta afirmou que todos os contratos estão sendo revisados em conjunto com a Procuradoria e a Controladoria Geral do Estado.

O próprio governador Wilson Witzel (PSC) foi alvo de uma operação da Polícia Federal que, no fim de maio, fez buscas e apreensões em endereços ligados ao governo, incluindo a antiga casa da família, no Grajaú, e os Palácios das Laranjeiras e da Guanabara, residência e sede oficial do Executivo fluminense. A ação foi autorizada no âmbito de uma investigação que apura desvios de recursos para atender a emergência da covid-19 no Estado.

Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia obtido uma resposta da defesa do ex-secretário. O espaço permanece aberto a manifestações.

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