RJ tem mais uma escola ocupada e número sobe para 14
Polícia chegou a ser acionada para evitar ocupação do Colégio Estadual Chico Anysio
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil
Mais uma escola foi ocupada por estudantes no Rio de Janeiro. Ao todo, 14 unidades de ensino do Estado já foram ocupadas por alunos, segundo a Seeduc (Secretaria de Estado de Educação). A ocupação mais recente foi no Colégio Estadual Chico Anysio, no Andaraí, zona norte do Rio.
Segundo a pasta, a PM foi acionada por vizinhos da escola para evitar a ocupação. A secretaria informou que funcionários também estiveram na unidade para negociar com os alunos, mas foram agredidos pelos estudantes. Na página Escolas do RJ em Luta, no Facebook, alunos relataram que os policiais tentaram intimidar os alunos. O R7 entrou em contato com a Polícia Militar, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.
Antonio Neto, secretário de Educação do Estado, disse em nota que a “situação fugiu ao controle da Seeduc”.
Movimento em outras unidades
Na quinta-feira (7), outras duas unidades foram ocupadas por alunos que buscam melhorias no sistema de ensino e defendem a greve dos professores estaduais. Estudantes do Colégio Estadual Guanabara, em Volta Redonda, sul fluminense, e do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, em Niterói, juntaram-se a outras 11 unidades de ensino já ocupadas anteriormente.
A Secretaria diz que os casos específicos de cada unidade só serão analisados após a desocupação. No entanto, por meio de nota, o órgão diz que não vê, nos líderes do movimento, a intenção em desocupar as unidades, pois há envolvidos que sequer fazem parte da comunidade escolar. Segundo o texto, diante da intransigência, a Secretaria apela aos pais para que conversem com seus filhos, uma vez que são os estudantes sem aulas os mais prejudicados.
Para o estudante Michel Policeno, do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, o primeiro a entrar em processo de ocupação, a Secretaria de Educação está buscando minimizar o movimento.
— É uma tentativa de tirar o protagonismo dos estudantes, como se a gente não fosse capaz de pensar e organizar algo assim. E isso não adianta de nada, porque o movimento só cresce cada dia mais. Cada vez que isso é dito pela secretaria, só fortalece ainda mais a nossa luta.
A aluna da escola técnica Ferreira Viana, no Maracanã, zona norte do rio, Bianca Martins disse que os alunos pretendem ocupar novas escolas, inclusive o Ferreira Viana.
— Eu tenho participado do apoio às escolas que já foram ocupadas, pois a minha não foi. Aliás, é bom reiterar que nos próximos dias também a ocuparemos. A expectativa é de que o movimento cresça cada vez mais e que alcancemos, na próxima segunda, o número de 25 unidades estaduais em processo de ocupação.
Procurada para comentar e fazer um balanço das ocupações, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), preferiu não se manifestar, pois, segundo eles, o movimento não está sendo organizado pelo sindicato. O Sepe-RJ informou que apoia a luta dos estudantes e que organiza somente campanhas para doações de alimentos, livros e roupas para os alunos participantes. Os professores estão desde o início de março.
Greve generalizada
Além dos professores, que recebem apoio dos alunos que ocupam as escolas, servidores de 32 categorias deflagaram uma greve generalizada nesta quinta-feira (7). Entre eles, estão policiais civis, médicos e funcionários do Detran. Representantes do Sindicato das Polícias Civis do Estado do Rio de Janeiro informaram que vão manter 30% do efetivo trabalhando nas delegacias, conforme previsto na legislação.
No caso do Detran, a emissão de documento de veículos vistoriados e a realização de exames práticos e teóricos de direção deve ser um dos serviços afetados.














