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Saiba como será rotina de Pezão em unidade prisional da PM

Governador do Rio de Janeiro é mantido em cela individual monitorada 24 horas por dia e só poderá receber visitas dos advogados

Rio de Janeiro|Rayssa Motta, do R7*, com RecordTV

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Pezão foi preso no Palácio Laranjeiras nesta quinta
Pezão foi preso no Palácio Laranjeiras nesta quinta

Preso nesta quinta-feira (29) durante a operação Boca de Lobo, o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (MDB) passou a primeira noite no BEP (Batalhão Especial Prisional de Niterói), na região metropolitana do Rio, em uma sala especial, sem grades e monitorada por câmeras 24 horas por dia.

Na unidade prisional da Polícia Militar, o governador tem cama, mesa, vaso sanitário, pia e chuveiro. Mas, de acordo com a avaliação da advogada criminalista Ana Paula Lopes, os benefícios só devem durar até o fim do mandado. A partir de 1º de janeiro de 2019, Pezão perde o foro privilegiado e pode ser encaminhado ao sistema penitenciário comum.


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"Hoje, em razão da prerrogativa de função, ele deveria ser processo e julgado pelo STJ [Superior Tribunal de Justiça]. Entretanto, em razão do fim do seu mandato político, ele volta a ser um cidadão, e a competência passa a ser da Justiça Federal comum", explica Ana Paula.

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Durante a prisão preventiva, o político só poderá receber a visita dos advogados. Portanto, amigos e familiares estão proibidos de ver o governador.

Na primeira noite, Pezão jantou arroz, feijão, macarrão, salada e proteína. O café da manhã foi pão com manteiga e café com leite. As duas refeições foram servidas na sala individual onde ele é mantido. Mas, a partir desta sexta (30), o governador passa comer no refeitório com os outros presos.


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Pela manhã, o governador tem direito a um banho de sol e pode praticar atividades físicas. Contudo, precisa cumprir atividades de rotina, como participar do hasteamento da bandeira e prestar serviços.


Pezão foi preso pela Polícia Federal logo nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (29). A prisão do político ocorreu durante a Operação Boca de Lobo, que é decorrente da delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sergio Cabral. Segundo Miranda, Pezão recebia uma mesada de R$ 150 mil mensais (em espécie), 13º salário e dois bônus de R$ 1 milhão. Em depoimento na sede da Polícia Federal, o governador negou as acusações.

Com a prisão de Pezão, Francisco Dornelles, vice-governador, assumiu interinamente o governo do Estado.

Assista abaixo à reportagem O Rio de Janeiro na Lama:

*Estagiária do R7, sob supervisão de Ingrid Alfaya

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