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Tribunal de Contas do RJ faz primeira sessão após prisão de 5 dos 7 conselheiros

Reunião foi presidida pela presidente interina, única titular a não ser detida em operação da PF

Rio de Janeiro|Agência Brasil

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O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) fez nesta terça-feira (4) sua primeira sessão plenária depois que cinco de seus sete conselheiros foram presos na semana passada. A reunião foi presidida pela conselheira e presidente interina, Marianna Montebello Willeman, a única titular a não ser detida na Operação Quinto do Ouro, da Polícia Federal - uma cadeira vinha sendo ocupada por substituto.

Para alcançar o quórum mínimo de quatro conselheiros, o tribunal convocou os auditores substitutos Marcelo Verdini e Andrea Siqueira Martins, que se juntaram ao também substituto Rodrigo Melo do Nascimento, que já vinha participando. A sessão começou às 11h e analisou contratos de municípios fluminenses. Os substitutos acompanharam a relatora nos votos da primeira sessão.


Eles também retomaram o julgamento da última quinta-feira (30), cancelado por causa da operação e a consequente falta de quórum mínimo.

Na abertura, a presidente informou que foi protocolado nesta segunda-feira (3) processo que analisará as contas de 2016 do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB). A análise antecede a apreciação pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).


Estão presos provisoriamente o presidente do TCE, Aloysio Neves, o vice-presidente, Domingos Brazão, e os conselheiros José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco. Eles são suspeitos de receber propina para fazer vista grossa em contratos de obras, segundo delação premiada do ex-presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho Junior, que também acusou o governador do Rio Luiz Fernando Pezão de organizar o esquema.

Por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), as prisões temporárias dos conselheiros foram estendidas, incluindo a do conselheiro aposentado do Aluizo Gama, também preso na Operação Quinto do Ouro. Todos estão no Complexo de Bangu, na Zona Norte, onde o ex-governador Sérgio Cabral também aguarda julgamento.

Os conselheiros titulares são indicados pelo governador, com chancela da Alerj, e não necessariamente possuem conhecimento em contas públicas. Já os substitutos são quadros do próprio TCE, escolhidos por meio de concurso público.

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