Bicicletas elétricas ganham as ruas: produção dispara no Brasil e Porto Alegre amplia frota
Produção aumenta e BNDES aprova R$ 340 milhões para entregadores
Balanço Geral RS|Do R7
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As bicicletas elétricas ganham cada vez mais espaço nas grandes cidades do país, inclusive entre quem trabalha sobre duas rodas. Em cinco anos, a produção saltou de pouco mais de dez mil unidades para quase cinquenta mil. E a perspectiva é de mais crescimento.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o setor vive um dos melhores momentos da história. No primeiro semestre de 2026, o Polo Industrial de Manaus fabricou 34.122 bicicletas elétricas, um crescimento de 87,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a categoria como a terceira mais produzida no país. Entre janeiro e julho, o avanço foi de 77,4%, com 43,1 mil unidades elétricas fabricadas, contra 24,3 mil no mesmo período de 2025. O movimento chama atenção porque acontece justamente enquanto a produção geral de bicicletas no país recua.
Porto Alegre retoma as elétricas
Na capital gaúcha, o avanço também aparece nas ruas. Depois da enchente histórica de 2024, praticamente, ter tirado as bicicletas elétricas de circulação, Porto Alegre retomou a operação de e-bikes do sistema Bike Itaú, voltando a disponibilizar mais de 300 unidades. A cidade passou a contar com mil bicicletas no sistema, sendo 700 mecânicas e 300 elétricas, distribuídas em 90 estações fixas.
Quem trabalha sobre duas rodas
O crescimento também mira quem faz da bicicleta uma ferramenta de trabalho. A Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com a Tembici e patrocínio do Itaú, lançou o programa Bike Pra Você, voltado a entregadores de aplicativo. Pelo programa, o trabalhador pode usar a bicicleta elétrica por até 7 ou 14 dias seguidos, sem precisar devolver diariamente, o que dá mais previsibilidade à rotina de entrega. Segundo a Tembici, o uso da elétrica amplia o alcance típico das viagens, que passa de 1 a 3 km para até 1 a 8 km, tornando a modalidade competitiva frente a carros e motos.
Em nível nacional, o setor também recebeu reforço financeiro. O BNDES aprovou, em junho de 2026, um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici adquirir até 85 mil bicicletas elétricas destinadas a entregadores de plataformas digitais, com previsão de reduzir o custo de locação para o trabalhador.















