Camaquã: Mulher perde movimentos do braço após acidente e aguarda cirurgia pelo SUS desde maio
Uma moradora de Camaquã, no sul do Estado, enfrenta uma longa batalha em busca de tratamento depois de sofrer um acidente de van no dia 4 de maio.
Balanço Geral RS|Do R7
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Lúcia Helena da Silva teve três fraturas, no ombro, no úmero e no braço. Desde então, segundo a família, foram várias idas e vindas ao Hospital Santa Casa de Porto Alegre, além de uma tentativa de conseguir o procedimento pela Justiça.
"Não seria necessária", disse médico na época
De acordo com o relato do marido, Nairto Menegom, a família foi informada por um cirurgião de que, naquele momento, a cirurgia não seria necessária. Com o passar do tempo, porém, o quadro teria se agravado.
Perda de movimentos e dores fortes
Lúcia perdeu os movimentos da mão e do braço, que ficou torto e inchado. Ela também sente fortes dores, que, segundo o marido, chegam a fazê-la gritar. Para dormir, precisa permanecer sentada.
A situação também afetou a saúde emocional da paciente. Segundo a família, Lúcia entrou em depressão e, atualmente, depende do marido para atividades básicas, como tomar banho e se alimentar.
Um laudo médico, segundo a família, aponta que o caso se tornou mais complicado justamente por causa da demora para conseguir a cirurgia.
Família também cuida de filho autista
Além da situação de saúde de Lúcia, a família também cuida de um filho autista que necessita de acompanhamento e cuidados durante todo o dia. Agora, Nairto pede ajuda para que a esposa consiga, finalmente, realizar o tratamento necessário e recuperar, se possível, os movimentos do braço e da mão. De independente e cuidadora do filho, Lúcia Helena passou a dependente e depressiva, por não conseguir fazer o básico para ela própria.
Nota da Secretaria Estadual de Saúde
A Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS) informa que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a todos os pacientes que aguardam por atendimento e seguem o devido processo técnico de regulação, não pode fornecer dados sobre casos específicos a terceiros. Pacientes que necessitam de atendimento especializado são regulados conforme avaliação técnica de profissionais de saúde do município de origem e da Central de Regulação. É esta avaliação que determina as prioridades, a situação de saúde, entre outros critérios. O paciente ou seus familiares devem acompanhar seu pedido junto ao hospital ou ao seu município de origem. A piora na situação de saúde do paciente deve ser relatada ao médico assistente.















