Paciente de 400 kg aguarda transferência urgente para hospital
Homem enfrenta riscos devido à demora na transferência para unidade de alta complexidade
Balanço Geral RS|Do R7
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Paciente de quase 400 quilos aguarda transferência e expõe desafios da saúde para casos de alta complexidade
A espera por uma transferência hospitalar transformou a rotina de Luciano Costi, paciente de 49 anos e quase 400 quilos, em uma corrida por atendimento especializado no Rio Grande do Sul.
Internado desde julho em um leito de UTI do Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, Luciano enfrenta complicações de saúde que exigem tratamento em uma unidade de alta complexidade capaz de atender pacientes com obesidade extrema.
Segundo familiares e representantes legais, o quadro envolve uma infecção grave e a necessidade de acompanhamento multidisciplinar. A transferência é considerada fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e garantir condições adequadas de atendimento.
O caso chamou atenção para uma dificuldade enfrentada por pacientes com necessidades especiais no sistema de saúde: a escassez de estruturas preparadas para receber pessoas com obesidade severa e demandas clínicas de alta complexidade.
Estado afirma que busca vaga em hospital de referência
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que Luciano está cadastrado no sistema de regulação de internações do Estado e que o caso segue em análise.
De acordo com a pasta, o paciente foi incluído no sistema GERINT, utilizado para organizar o fluxo de internações hospitalares no Rio Grande do Sul.
A Secretaria informou ainda que a situação foi compartilhada com hospitais de referência que possuem estrutura compatível com o perfil clínico apresentado pelo paciente e que o processo aguarda aceite conforme a disponibilidade de leitos.Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que Luciano está cadastrado no sistema de regulação de internações do Estado e que o caso segue em análise.
Defesa aguarda definição
A defesa de Luciano informou que existe uma previsão para que a transferência aconteça, mas que ainda não houve definição oficial sobre a unidade que receberá o paciente.
Enquanto isso, o tratamento segue sendo realizado no hospital onde ele permanece internado.
Desafio para o sistema de saúde
O caso evidencia uma realidade enfrentada por hospitais em situações de alta complexidade: a necessidade de equipamentos específicos, equipes multidisciplinares e estruturas adaptadas para atender pacientes com obesidade grave.
Especialistas destacam que esse tipo de atendimento exige leitos adequados, equipamentos especiais para mobilização e diagnóstico, além de profissionais de diferentes áreas atuando de forma integrada.
A expectativa da família é que a transferência seja concretizada o mais breve possível para garantir continuidade ao tratamento e ampliar as possibilidades de recuperação.














