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Alimentos estão mais baratos pelo 3º mês consecutivo.

O comentarista de economia Everton Lopes destacou, nesta quinta-feira (27), no Guaíba no Ar, os principais indicadores que impactam o bolso do consumidor brasileiro, com base nos dados mais recentes divulgados pelo IBGE .

Guaíba no Ar|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os preços dos alimentos caíram pelo terceiro mês consecutivo, com destaque para hortifrúti, arroz e carnes.
  • O preço do leite, no entanto, subiu 23% no ano devido ao aumento pago ao produtor.
  • A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3%, o menor índice histórico, apesar do crescimento da informalidade, que atinge 37,5% da força de trabalho.
  • O governo federal projeta aumento do salário-mínimo para R$ 1.741 em 2027, aguardando aprovação do Congresso.

 

Segundo o IPCA-15, prévia da inflação oficial, a alimentação recuou 0,97% em agosto, com destaque para as quedas no tomate, na batata-inglesa, na cenoura e no café moído. O movimento de queda nos hortifrútis está ligado à maior oferta em campo, enquanto no caso do arroz a redução se deve à recomposição de preços após uma temporada de valorização associada a efeitos externos.

Apesar do alívio geral, o leite longa vida segue na contramão: o item subiu 3,41% em agosto e, no acumulado de 2026, já registra alta de 23%. A pressão tem origem no campo: o preço pago ao produtor pelo leite cru subiu pelo sexto mês consecutivo em junho, com avanço real de 33% desde janeiro, segundo o Cepea.


Desemprego cai para 5,3% e bate recorde de ocupação

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre, encerrado em julho, apontando uma queda de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre terminado em abril. O índice é o menor para um trimestre encerrado em julho, desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.


A população ocupada também foi recorde, somando 103,3 milhões de pessoas, o maior número já registrado pela Pnad Contínua. Por outro lado, o levantamento do IBGE mostrou que a taxa de informalidade cresceu no período, passando de 37,2% para 37,5%, com o número de trabalhadores informais subindo de 38,1 milhões para 38,8 milhões, e que a renda média real dos trabalhadores caiu 0,7% no trimestre.

Salário-mínimo pode chegar a R$ 1.741 em 2027


O Governo Federal projeta que o salário-mínimo suba para R$ 1.741 em 2027, um reajuste de 7,4% e ganho real de cerca de 2,4% em relação ao piso atual, de R$ 1.621. A estimativa foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que precisa ser enviado ao Congresso.

O valor ainda não é definitivo: o número final só será conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC acumulado até novembro, indicador usado no cálculo do reajuste. Segundo o governo, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor vinculado ao salário-mínimo, o que faz o novo piso influenciar diretamente aposentadorias, pensões do INSS, o BPC, o seguro-desemprego e o abono salarial.

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