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Banco Central alerta para endividamento das famílias, antes das compras de fim de ano

O Banco Central voltou a alertar para o avanço do endividamento das famílias brasileiras, justamente quando muita gente começa a pensar nas compras de fim de ano.

Guaíba no Ar|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central alerta sobre o aumento do endividamento das famílias brasileiras antes das festas de fim de ano.
  • 82% das famílias estarão endividadas em setembro, com o cartão de crédito sendo a principal causa, presente em 85% dos casos.
  • Economistas recomendam um diagnóstico financeiro e avaliação das despesas antes de iniciar os gastos de fim de ano.
  • Para famílias endividadas, é crucial reorganizar as dívidas, priorizando as mais caras e buscando melhores condições de pagamento.

 

A Confederação Nacional do Comércio projeta que 82% das famílias estarão endividadas ao final de setembro. O economista Everton Lopes explica como recuperar o controle do orçamento antes que as parcelas comprometam ainda mais a renda.

Estar endividado não é o mesmo que estar inadimplente


Segundo Lopes, o problema começa quando a dívida ocupa tanto espaço no orçamento que falta dinheiro para viver, enfrentar uma emergência e realizar os próprios sonhos. O cartão de crédito segue como o grande protagonista dessa história: mais de 85% das famílias endividadas têm dívidas nessa modalidade. Para o economista, isso mostra que muitas vezes o problema não é uma grande compra, mas o acúmulo de pequenas parcelas - uma compra aqui, outra ali, uma assinatura, um financiamento - até que a renda do mês já está comprometida.

Quatro perguntas para fazer o diagnóstico


Lopes recomenda que, antes de pensar nas compras de fim de ano, a família faça um diagnóstico do próprio orçamento respondendo a quatro perguntas: quanto entra de dinheiro por mês, quanto já está comprometido com parcelas, quanto sobra para alimentação, transporte, saúde e imprevistos, e se existe alguma dívida cara que precisa ser renegociada.

O caminho para quem já está endividado

Para o economista, pagar o cartão em dia não significa necessariamente estar financeiramente saudável - é preciso verificar se as parcelas estão ocupando um espaço que deveria ser destinado à segurança e à tranquilidade. Quem já está endividado não deve simplesmente parar de gastar, mas organizar as dívidas, priorizar as mais caras, negociar condições melhores e reconstruir uma margem de segurança. "Liberdade financeira não é poder comprar tudo. É poder escolher sem que o dinheiro já esteja comprometido antes mesmo de chegar", afirma Lopes.

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