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Bebê nasce no banco de trás de viatura da Guarda Municipal, em Porto Alegre

Dominique veio ao mundo no trajeto para o hospital em um parto inesperado

Guaíba no Ar|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dominique nasceu em uma viatura da Guarda Municipal de Porto Alegre durante o trajeto para o hospital.
  • A mãe, que descobriu a gravidez tardiamente, pediu ajuda aos agentes no viaduto Otávio Rocha.
  • O GCM Macedo realizou o atendimento pré-hospitalar enquanto o GCM Cabreira dirigia com segurança.
  • O incidente destaca a importância do treinamento da Guarda Municipal para lidar com emergências inesperadas.

 

A visita no quarto teve um significado muito especial. Os guardas municipais Cabrera e Macedo foram conferir como estava o pequeno Dominick, um bebê que veio ao mundo com pressa, na carona da viatura.

A mãe descobriu a gravidez em cima da hora e nem chegou a fazer o pré-natal. "Descobri nessa semana e já estava muito em cima da hora para fazer o pré-natal, eu não sabia nem o tempo. E como eu tenho outros filhos, a gestação foi bem diferente, então não tinha sintomas. E, praticamente, quando descobri já ganhei", conta.


Bebê não esperou chegar ao hospital

A mulher abordou os agentes em um posto da Guarda Municipal, no Viaduto Otávio Rocha, no Centro de Porto Alegre, e pediu ajuda para chegar ao hospital. O trajeto de carro, do viaduto até a Santa Casa, dava cerca de seis minutos, mas o menino não quis esperar e nasceu no banco de trás da viatura.


Enquanto um dos guardas conduzia o veículo, o outro prestou os primeiros cuidados à mãe. "Quando iniciou o deslocamento, o GCM Macedo ficou junto com a mãe no banco, dando o primeiro atendimento pré-hospitalar, enquanto o GCM Cabrera fez a condução de forma segura, porque não adianta ir rápido e acontecer um acidente no meio do caminho e piorar a situação", explica um dos guardas. Mãe e filho receberam todo o atendimento, assim que chegaram na Santa Casa de Porto Alegre.


Treinamento constante prepara agentes para situações assim

Segundo os guardas municipais, o preparo para esse tipo de emergência vem de capacitações regulares. "A gente, aplicador da lei, precisa ter uma capacitação técnica constante, não apenas na formação dele. Então, no curso de formação é feito o treinamento de APH, de atendimento pré-hospitalar, mas nós temos os treinamentos regulares e esse pré-atendimento também está incluído nesse atendimento. E, lógico, não é algo específico com relação à maternidade, a nascer uma criança, mas esse curso nos dá uma base sólida e tranquila de podermos dar o primeiro atendimento até que a equipe especializada seja acionada", afirma.


Um futuro guarda?


O pequeno passageiro chegou ao mundo com uma boa história para contar, e os guardas já brincam com o futuro do menino. "Daqui a 18 anos já tem que mandar um concurso já, porque esse rapaz tem que entrar na Guarda aqui com a gente. Vamos ver se consegue um uniformezinho azul-marinho para ele, para que ele possa se ambientar bem com a nossa cidade, já", diverte-se um dos agentes.

Para a mãe, o susto deu lugar ao alívio. "Foi uma mistura de emoção, aventura, medo... Foi bem complicado assim, na hora, mas depois que a gente viu que estava tudo bem, né, aí foi um alívio", resume. 

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