Operação 3D prende 15 suspeitos de tráfico no RS
Ação mira fabricação de armas por impressora 3D associada ao tráfico
Guaíba no Ar|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 15 pessoas nesta quarta-feira (19) em operação contra um grupo suspeito de fabricar armas de fogo com impressoras 3D e comercializá-las para criminosos. Os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro. Cinco suspeitos continuam foragidos e as diligências para localizá-los seguem em andamento. O principal investigado, apontado como o responsável pela fabricação dos armamentos, considerados de grosso calibre, de alto poder de fogo e uso restrito, foi preso em Canoas. Os nomes dos detidos não foram divulgados.
Batizada de Operação 3D, a ação faz parte da Operação Desarme, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo, 62 policiais civis e 12 viaturas cumpriram 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.
Divisão de tarefas
Segundo o delegado Alencar Carraro, diretor de investigações do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o esquema era dividido por funções: enquanto um investigado ficava responsável pela fabricação das armas, outros atuavam na organização das encomendas e na distribuição do armamento. As armas eram vendidas para pessoas ligadas a diferentes facções criminosas do Estado e parte dos suspeitos tem ligação com uma facção com origem no Vale dos Sinos.
De acordo com a investigação, o principal suspeito teria aprendido a produzir os armamentos por meio de informações disponíveis na internet. A polícia agora apura se outras pessoas com conhecimento técnico também participavam da fabricação. Apesar de artesanal, o material apreendido tinha funcionamento considerado eficiente.
Origem da investigação
O caso começou a ser desvendado em novembro de 2025, quando o Denarc apreendeu armas produzidas por impressão 3D, além de impressoras, peças, componentes, munições e aparelhos eletrônicos, resultando na prisão de um suspeito. A partir desse material, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou uma estrutura organizada de produção e circulação clandestina de armamentos.
Além da fabricação e venda ilegal de armas, o grupo também é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas. Durante o cumprimento dos mandados desta quarta, um tijolo de maconha foi apreendido, junto com outros materiais de interesse para a investigação.
Próximos passos
As diligências seguem para localizar os cinco foragidos, cumprir integralmente as medidas judiciais e reunir novos elementos de prova para dar continuidade à investigação.














