Tênis de mesa
esporte trabalha agilidade, concentração e traz benefícios em qualquer idade
Guaíba no Ar|Do R7
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Agilidade, concentração e reflexos rápidos. O tênis de mesa é um esporte que exercita o corpo e o cérebro, e a prática pode trazer benefícios em diferentes idades.
A prática regular contribui para a coordenação motora, o equilíbrio e a concentração, além de estimular o cérebro e favorecer a socialização. A velocidade das jogadas exige respostas rápidas: em poucos segundos, o jogador ou jogadora precisa acompanhar a trajetória da bola, identificar o movimento do adversário e decidir como fazer a devolução. Esse processo estimula o raciocínio, os reflexos e a percepção espacial.
Os movimentos constantes também trabalham a coordenação entre olhos, mãos e pernas. Para os idosos, por exemplo, o desenvolvimento do equilíbrio e da coordenação motora pode contribuir para a manutenção da autonomia e para a redução do risco de quedas.
Os efeitos também aparecem na saúde emocional. Como outras atividades físicas, o tênis de mesa estimula a liberação de substâncias associadas à sensação de prazer e bem-estar, o que pode ajudar a reduzir o estresse e a irritabilidade e contribuir para a melhora do humor e da autoestima.
A convivência é outro aspecto importante do esporte. Treinos e partidas promovem o contato com outras pessoas e ajudam a criar vínculos - entre os mais velhos, essa interação pode ser uma aliada no combate ao isolamento social.
Como funciona o esporte
O tênis de mesa pode ser disputado individualmente ou em duplas. Separados por uma rede, os jogadores usam raquetes para rebater a bola de um lado para o outro da mesa, com o objetivo de fazer com que o adversário não consiga realizar a devolução corretamente. É uma disputa rápida, que exige precisão, estratégia e agilidade - a bola chega a passar de 200 km/h quando está em disputa, sendo mais rápida do que qualquer outro esporte dos Jogos Olímpicos.
"Não serei eu quem vai largar o esporte"
Marisa Silveira encontrou no tênis de mesa uma forma de desenvolver a agilidade e os reflexos. Ela pratica o esporte há quatro anos e conta que percebeu mudanças desde que começou a jogar: mesmo se considerando uma pessoa calma, diz que a rapidez exigida durante as partidas ajudou a tornar seus reflexos mais rápidos. A prática já levou Marisa às competições estaduais, e ela não pensa em parar. Brinca que não será ela quem vai largar o esporte, mas o esporte que, um dia, terá que largá-la.
Para o educador físico, Gustavo da Silva, o esporte obece a regras, como qualquer outro, mas na escola, quando ele acontece a título de lazer, pode ser chamado de pingue-pongue tranquilamente. Ele, inclusive, ter particularidades em algumas regiões, como a altura e o comprimento da mesa, a raquete é totalmente de madeira, não tem borracha, e por aí vai. É bom não confundir, porque pode parecer igual, mas a experiência de jogo é totalmente diferente.















