Expointer: Crédito rural impulsiona agricultura familiar
A agricultura familiar tem peso importante na produção do Rio Grande do Sul. Segundo o último Censo Agropecuário, mais de 80% dos estabelecimentos rurais gaúchos são classificados como familiares.
Rio Grande Record|Do R7
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A agricultura familiar é um modelo de produção rural em que a própria família é responsável pela maior parte do trabalho e da gestão da propriedade. Em geral, são pequenos produtores que cultivam alimentos, criam animais ou transformam a produção em itens como queijos, embutidos, pães, doces e geleias. Além de gerar renda para milhares de famílias, o setor tem papel importante no abastecimento de alimentos e na economia dos municípios, especialmente no Rio Grande do Sul.
Crédito do Pronaf
Para investir e modernizar a produção, muitos desses pequenos produtores recorrem ao crédito rural. Na safra 2026/2027, estão previstos R$ 85,2 bilhões para operações do Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Os recursos podem ser utilizados tanto no custeio quanto em investimentos nas propriedades, ajudando na compra de equipamentos e na melhoria dos processos de produção.
Vitrine na Expointer
Uma das principais vitrines para quem vive desse trabalho, no Rio Grande do Sul, está na Expointer. Neste ano, o pavilhão da Agricultura Familiar reúne 509 expositores, de 216 municípios, na 28ª edição do espaço. São 400 agroindústrias familiares, com produtos que vão de pães, doces e embutidos a vinhos, sucos, mel e queijos.
O movimento de vendas no pavilhão alcançou R$ 3.050.247,03, em três dias de evento. No primeiro dia da feira, um sábado (29) marcado pela chuva intensa, foram comercializados R$ 1.000.735,14 em produtos. No domingo (30), com o tempo mais firme e maior circulação de público, as vendas chegaram a R$ 1.316.847,98.
A feira também mostra a renovação e a diversidade do campo: 265 jovens estão à frente de empreendimentos e 179 negócios são liderados por mulheres. Ao longo da Expointer, que termina neste domingo (06), a estimativa é de que o pavilhão movimente mais de 1,5 mil postos de trabalho.
O case da microqueijaria
Da ordenha à maturação, todo o processo acontece em um sítio na zona rural de Porto Alegre. É nesta propriedade que um casal transforma o leite produzido pelos próprios animais em queijos artesanais que depois ganham espaço na Expointer.
A Tempo Naturalmente Queijo é uma microqueijaria familiar que produz em pequena escala e tem, no processo artesanal, uma das principais características. O trabalho começa com a ordenha e segue para a produção com leite cru. Depois, vem uma etapa que pode durar meses: a maturação. Durante esse período, cada peça é acompanhada, virada e lavada manualmente até chegar ao ponto considerado ideal.
A modernização da estrutura também faz parte da trajetória do negócio. Com acesso a crédito, a família conseguiu investir na propriedade e aperfeiçoar a produção, tornando-se um exemplo de como o financiamento pode ajudar pequenos empreendimentos rurais a ganhar estrutura e agregar valor ao que produzem.
Mesmo pequena, a queijaria conseguiu avançar também na regularização da produção. Hoje, possui Serviço de Inspeção Federal (SIF) e o Selo Arte, que permitem a comercialização dos produtos.















