Semana Nacional da Pessoa com Deficiência: dia de atividades na APAE de Canela
Durante a Semana Nacional, instituição reforça importância das atividades inclusivas e aponta carências
Rio Grande Record|Do R7
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Estamos na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Segundo o último Censo do IBGE, o Rio Grande do Sul tem mais de 770 mil pessoas com alguma deficiência. Para mostrar os desafios que essa população ainda enfrenta, a equipe do Balanço Geral acompanhou um dia de atividades na APAE de Canela.
"Um dia na APAE é muito bom e é um dia a mais", resume Daniel de Castro Schilling, de 32 anos. Um dia a mais de amizade, de sorrisos, de liberdade. É assim que muitas pessoas com necessidades especiais se sentem quando o ambiente é pensado para incluir. Dominick Tomaszewski Dezordi, de 11 anos, também participa das atividades e conta que gosta de jogar e de fazer as oficinas na instituição.
Segundo Noeli Stopassola Soares, presidente da APAE Canela, a entidade oferece tanto terapias quanto oficinas para os atendidos. Apesar do trabalho, a instituição enfrenta dificuldades estruturais, entre elas, a falta de um neuropediatra para realizar avaliações e viabilizar encaminhamentos adequados aos pacientes.
Mais de 60 mil pessoas atendidas em todo o estado
De acordo com a Federação das APAEs do Rio Grande do Sul, são 208 unidades espalhadas pelo estado, que atendem cerca de 60 mil pessoas. Quem convive com essa realidade no dia a dia relata que ainda existem muitos desafios a superar.
O filho mais velho da professora de educação infantil Modesta Aguiar Dias tem autismo, e ela diz que o mercado de trabalho ainda não está preparado para oferecer oportunidades reais de inclusão profissional.
Famílias relatam orgulho e superação
Rosemari Gressler, servidora pública municipal, se orgulha de ver a filha fazer aulas de dança na APAE e destaca os avanços conquistados através da instituição. Já Vitória de Farias, de 17 anos, conta que gosta de estar com os amigos na APAE e sonha em ser psicóloga no futuro, porque gosta de conversar e ouvir as pessoas.
Cada encontro é uma oportunidade de se aproximar, ouvir e conhecer. O preconceito começa a ir embora quando a inclusão chega, e às vezes basta dar o primeiro passo. Como reforça Noeli Stopassola Soares, a APAE está de portas abertas para quem quiser conhecer o trabalho desenvolvido na instituição — "a gente só ama aquilo que conhece", afirma.















