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Apesar de comentar que tinha “vizinho chato”, casal morto após briga não considerava a situação grave

Informação foi dada por tio de vítima durante o enterro neste sábado (25)

São Paulo|Com o R7

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Casal foi morto após uma briga por barulho em condomínio de luxo na Grande São Paulo
Casal foi morto após uma briga por barulho em condomínio de luxo na Grande São Paulo

O casal morto por um vizinho na quinta-feira (23) após uma briga por barulho em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, foi enterrado neste sábado (25) às 10h, no Cemitério da Comunidade Helvetia, em Indaiatuba. O jornalista Celso Ming, que é tio de Fábio Rezende Rubim, 40, uma das vítimas, disse que o casal comentou apenas uma vez que "tinha um vizinho chato" (Vicente D'Alessio, que se suicidou posteriormente ao crime), mas não considerava a situação grave.

Ming também afirmou durante a cerimônia que o sentimento da família não é de revolta nem de vingança. Questionado se a família entraria com pedido de indenização, o tio disse que "ninguém pensou nisso". — Ninguém pensou nisso. Acho que não é o caminho. Não vamos exigir vingança, pois não faz sentido. 


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Cerca de 300 pessoas acompanharam o enterro de Fábio e de Miriam Cecília Armstaldes Baida, que foi procedido por uma missa católica.


— É uma dor profunda. A revolta temos contra o sistema, a violência na sociedade. O clima é de entender quando um barulho pode reduzir tudo ao silêncio, como disse o padre.

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A família ainda não definiu com quem a filha do casal, de 1 ano, ficará. Por enquanto, ela está com os avós paternos.

O crime


O casal, que tinha uma filha de um ano e meio, foi morto a tiros pelo empresário, que invadiu o apartamento deles, na noite de quinta-feira (23), em um condomínio, na avenida Marcos Penteado de Ulhoa Rodrigues, na região do Tamboré, em Santana de Parnaíba, na Grande SP.

De acordo com o delegado Andreas Schiffmann, do Setor de Homicídios de Carapicuíba, o empresário estava em seu apartamento, que fica no 11º andar, acompanhado de sua mulher, quando teria se irritado com o barulho que os vizinhos faziam no piso de cima. Ele pegou sua arma — um revólver calibre 38 — e pediu à companheira que fosse para o quarto e lá permanecesse. Em seguida, saiu e subiu as escadas. A mulher tentou impedir sua saída e chegou a acionar a segurança do prédio, mas não conseguiu evitar o crime.

D'Aléssio Neto disparou seis vezes dentro do apartamento das vítimas, retornou a casa dele, recarregou a arma e, no elevador de serviço, deu um tiro na própria cabeça. Não foi encontrado qualquer sinal de arrombamento na porta do casal. Testemunhas afirmaram que esta não foi a primeira vez que as famílias se desentenderam por causa de barulho.

O empresário era portador da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que provoca fraqueza e paralisação muscular. Por enquanto, descarta-se a suspeita de que o idoso estivesse sob efeito de remédios não prescritos ou drogas. A arma utilizada no crime estava irregular, com a licença vencida. Segundo parentes, ele nunca apresentou comportamento parecido.

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