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Bombeiros encontram nona vítima do desabamento de prédio na zona leste de SP

Corporação ainda procura mais uma pessoa; obra irregular estava embargada pela prefeitura

São Paulo|Do R7, com São Paulo no Ar

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Corpo de mais uma vítima foi encontrado na manhã desta quinta-feira (29)
Corpo de mais uma vítima foi encontrado na manhã desta quinta-feira (29)

Os bombeiros encontraram o corpo da nona vítima do desabamento de um prédio em construção na zona leste de São Paulo. Por volta das 7h30 desta quinta-feira (29), Claudemir Viana de Freitas era retirado dos escombros do acidente. A corporação ainda procura mais um desaparecido, o ajudante de pedreiro Antônio Wellington Teixeira da Silva.

Outras 25 pessoas ficaram feridas no acidente. Ao menos 35 homens continuam no terreno e o trabalho ainda não tem previsão para acabar. Dos seis imóveis que haviam sido interditados, três foram liberados. 

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Os problemas na estrutura da obra haviam sido percebidos antes do desabamento. É o que revelam os depoimentos prestados até agora. O encarregado de elétrica disse à polícia que, no último sábado, houve uma reunião entre representantes do dono do terreno, da loja de roupas que alugou o galpão e da empresa contratada para fazer o acabamento. 

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Segundo o depoimento deste funcionário, o grupo que se reuniu chegou à conclusão de que a estrutura do galpão não suportaria mais peso e que, por isso, a obra deveria ser paralisada para a realização de um reforço. O orientação para todos os funcionários teria sido a de retirar tudo o que estivesse em cima da laje. 

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Um servente de pedreiro, que também foi ouvido pela polícia, disse que, no dia do desabamento, eles trabalhavam justamente na limpeza da área. Cerca de 500 blocos de barro e toras de madeira de eucalipto deveriam ser retirados da laje. 

Além dos quatro funcionários que já prestaram depoimento, a polícia ainda pretende ouvir todos as outras pessoas que sobreviveram. E só depois vai intimar os representantes das empresas envolvidas. A Polícia Civil vai investigar ainda se a Prefeitura de São Paulo sabia que a obra estava em andamento, mesmo embargada. 

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O Ministério Público pretende se reunir com o secretário da coordenação das subprefeituras para discutir alterações na fiscalização de obras na capital. A administração municipal informou que vai apurar por que não foi feito boletim de ocorrência registrando o embargo da construção, em março. A planta do imóvel, que foi encaminhada para a prefeitura, era assinada pela arquiteta Rosana Januário Ignácio.

Nela, constava o projeto de um galpão para fins residenciais e de apenas um pavimento. Depois de ter o pedido indeferido, a arquiteta, ainda segundo a prefeitura, enviou nova planta, com dimensões e especificações diferentes, mas ainda para uso residencial.

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